Flores Plantas

15 flores bonitas mas que são extremamente tóxicas

Você já se perguntou por que certas plantas com flores são venenosas? Elas podem parecer atraentes e inofensivas, mas as aparências podem enganar.

Para essas plantas, a toxicidade é uma forma química de mecanismo de defesa contra predadores como herbívoros. Algumas espécies são capazes de liberar toxinas ou substâncias químicas altamente venenosas que podem ser letais para humanos e animais de estimação. 

A maioria delas armazena substâncias venenosas como componentes de pré-estágio, não tóxicos, que só se tornam tóxicos assim que as plantas são feridas. Algumas causam irritação imediata na pele ao contato direto com qualquer uma de suas partes, enquanto outras podem resultar em condições de saúde ainda mais graves ou, em alguns casos, se ingeridas, até a morte.

Confira uma lista com 15 flores que apesar de bonitas são extremamente tóxicas.

1 – Louro da montanha (Kalmia latifolia)

Kalmia latifolia, mais comumente conhecida como Louro da Montanha, produz delicadas flores brancas e rosadas no final da primavera, sendo nativa dos Estados Unidos. Ela é belíssima, mas por baixo daquele exterior delicado bate o coração de um assassino.

As duas principais toxinas nessa flor são a andromedotoxina e o arbutin, mas a primeira é que é realmente preocupante. A andromedotoxina causa simultaneamente um efeito em que o coração bate perigosamente rápido e ao mesmo tempo muito devagar. O resultado é um ataque cardíaco, mas apenas se consumida em grande quantidade.  

Em doses menores, a toxicidade da flor causa respiração irregular, salivação abundante, perda da coordenação motora, vômitos, diarreia, fraqueza e convulsões.

O pior de tudo é que você não tem que comer as flores para passar por isso, pois o mel de abelhas que visitaram a Kalmia latifolia contém todas as propriedades tóxicas da própria flor. Os gregos já chamavam esse produto de ‘mel furioso’ e eles usaram para derrotar Xenofonte de Atenas por volta de 400 a.C.

2 – Senecio (Jacobaea vulgaris)

Jacobaea vulgaris, também conhecida como Senecio ou Tasneirinha, é uma planta importante para o ecossistema em que floresce. Muitos insetos obtêm alimento a partir dela. Por causa disso, a presença das flores é interessante para as sociedades de conservação.

Isso é uma boa notícia para os insetos, mas uma má notícia para todas as outras espécies. A Organização Mundial de Saúde confirmou a presença de pelo menos oito alcaloides tóxicos em nessa planta. O problema é que, ao contrário da maioria dos venenos, que rapidamente deixam o sistema, os alcaloides da Jacobaea se acumulam no fígado com o tempo.

Dessa forma, as toxinas acumuladas resultam em cirrose. No entanto, a toxicidade vai piorando o quadro do fígado de forma silenciosa e, quando a pessoa começa a sentir os sintomas, já é tarde demais. Infelizmente, essas toxinas também afetam o mel produzido pelas abelhas que visitaram as flores dessa espécie, bem como o leite de cabras que comem essa flor.

3 – Verato branco (Veratrum album)

Verato branco (Veratrum album L) é uma planta de origem asiática, conhecida por outros nomes populares tais como veratro, heléboro branco, veratro ranco e eléboro blanco.

Ela é usada desde a antiguidade, pelos indígenas para caçar, pois seu veneno era aplicado, nas pontas das flechas para abater o alvo.

Veratrum é comumente cultivado para fins ornamentais, e também na medicina homeopática. No entanto, deve-se ter cautela, pois cada pedaço da planta é letalmente tóxico.

Ela possui os seguintes constituintes químicos que são alcaloides venenosos como veratrina, protoveratrina A e B, substâncias amargas, resina e ácidos orgânicos.

Os primeiros sintomas de envenenamento por Veratrum são violentas dores de estômago, que normalmente se iniciam cerca de 30 minutos após a ingestão.

Como as toxinas caem na corrente sanguínea, elas fazem um caminho mais curto para os canais de íons de sódio, que agem como portões que permitem que o sódio flua através dos nervos, provocando uma reação. Isso causa convulsões e batimentos acelerados e lentos no coração, podendo causar um ataque cardíaco ou estado de coma. Acredita-se que este foi o veneno que matou Alexandre, o Grande.

4 – Árvore do suicídio (Cerbera odollam)

Entre os indianos, a Cerbera odollam é conhecida como ‘árvore do suicídio’, pois suas flores e sementes são altamente tóxicas. Ela pode ser uma arma letal nas mãos erradas. Em um período de 10 anos, pelo menos 500 mortes foram confirmadas na Índia tendo como causa a ingestão da Cerbera, que mata pelo efeito de um glicosídeo potente chamado cerberin.

O cerberin começa a fazer efeito em uma hora e os sintomas podem ser nomeados como sendo de uma ‘morte suave’. Depois de uma leve dor de estômago, a pessoa logo entra em coma e seu coração para de bater. Todo o processo pode ocorrer em cerca de três horas.

Ela é considerada a arma do crime perfeito, pois o componente químico fica indetectável após o envenenamento. Uma equipe de pesquisadores na Índia acredita que até o dobro de pessoas (do número citado acima) possam ter morrido com essa intoxicação, em casos de homicídio, mas que se acreditava ser morte súbita.

5 – Raiz de sangue (Sanguinaria canadensis)

Vulgarmente conhecida como raiz de sangue, a Sanguinaria cresce no leste da América do Norte. Os nativos americanos costumavam utilizá-la como um corante ornamental, mas ela também era usada para induzir abortos. Uma quantidade maior pode levar as pessoas ao coma.

Recentemente, passaram a usá-la indiscriminadamente como um remédio caseiro para o câncer de pele, mas, obviamente, os resultados foram terríveis. A raiz de sangue contém uma substância química chamada sanguarine, a qual, além de ser uma toxina perigosa, é uma substância escarótica.

Os escaróticos matam o tecido e o desfazem como uma gelatina, deixando para trás uma cicatriz preta chamada escara. Em outras palavras, colocar um unguento com essas flores em sua pele faz com que as células da epiderme literalmente se matem. A mesma coisa acontece internamente.

O componente interrompe uma enzima que faz o trabalho importante de bombeamento de sódio para fora das células e de potássio para dentro. Quando isso não acontece, todas as funções do corpo param. E o resultado você pode imaginar qual é.

6 – Rosa do Deserto (Adenium obesum)

Adenium obesum, planta conhecida como rosa do deserto, é um arbusto semi-suculento ou pequena árvore da família Apocynaceae.

Qualquer parte da rosa do deserto libera seiva quando machucada ou danificada. Esta seiva contém glicosídeos cardíacos, que são moderadamente tóxicos, especialmente para animais. A ingestão de qualquer parte da planta de rosa do deserto pode causar dor gastrointestinal, diarreia, vômito, hipersalivação e desconforto na boca e garganta. O contato da pele com a seiva da planta pode causar irritação e vermelhidão.

Originária da África, o Adenium obesum, tem sido usada há séculos como um veneno de lanças e flechas. A preparação tóxica é feita pela fervura da planta por 12 horas até retirar todo o extrato e deixar o líquido evaporar.

A viscosidade resultante é um veneno altamente concentrado. Ele é tão tóxico que um animal, ao ser atingido por uma flecha envenenada, mal consegue fugir por uma distância de dois quilômetros. Dessa forma, os caçadores conseguem alcança-los facilmente enquanto os bichos agonizam.

Para você ter uma ideia, esta planta tem sido usada por tribos toda África para matar animais de grande porte como os elefantes. A planta contém uma substância química chamada ouabaína, que provoca insuficiência respiratória quase imediata em doses elevadas. Se ela já é capaz de derrubar animais tão grandes, imagina o que fazer com o ser humano?

7 – Glória da manhã (Ipomoea purpurea)

Conhecida como glória da manhã, a Ipomea é cultivada como planta ornamental por causa de suas atraentes flores. É uma espécie da família Convolvulaceae, nativa da América tropical e Ásia, com flores típicas em forma de funil em branco, vermelho, azul, roxo e amarelo. 

Na China antiga, a glória da manhã era usada para fins medicinais e cerimoniais. Os japoneses cultivaram a flor para uso ornamental no século IX . As civilizações astecas usavam o suco de algumas espécies de glória da manhã para criar substâncias semelhantes à borracha. Os padres valorizavam as propriedades alucinógenas das sementes para uso em cerimônias. 

As sementes produzidas por esta planta, uma vez ingeridas, produzem um efeito psicodélico. O ingrediente ativo nas sementes da Ipoomea é um alcaloide conhecido como R-lisérgico. Elas também contêm ácidos D-isolisérgico. Estes ácidos são semelhantes aos ingredientes encontrados no LSD. Quanto mais sementes ingerir, maior será o efeito.

Ao ingerir estas sementes, uma pessoa pode ter enormes oscilações de humor durante o efeito da droga. As sementes podem fazer uma pessoa experimentar sentimentos de êxtase e ficar muito feliz e, em seguida, ficar muito infeliz e desanimada.

A ingestão de sementes de glória da manha não traz apenas o sentimento de elevada felicidade. Uma pessoa pode ficar enjoada e vomitar se ingerir uma grande quantidade destas sementes. Se um indivíduo experimentar uma ‘péssima viagem’, uma enorme sensação de ansiedade e pânico também pode ocorrer. Algumas pessoas precisarão ser levadas a um pronto socorro, pois podem enfrentar um surto psicótico ao ingerir as sementes. Na sala do pronto socorro, o usuário desta droga receberá um sedativo ou tranquilizante para ajudá-lo durante os efeitos deste alucinógeno.

8. Lírio do vale (Convallaria majalis)

Convallaria majalis, conhecida pelo nome comum de lírio-do-vale, é uma espécie herbácea, nativa do Hemisfério norte de clima temperado e fresco, mais presente na Ásia e Europa. É uma planta da família das convalariáceas, típica de formações florestais abertas.

O lírio do vale destaca-se pelas pequenas flores pendentes, brancas e redondas que possuem grande valor ornamental, pois é muito utilizado em buquês e arranjos florais. 

Mas apesar da aparência bela e delicada, o lírio-do-vale é uma planta altamente venenosa. Folhas, flores, frutos, caule e sementes, praticamente quase toda planta é tóxica. Possui altas quantidades de cardenolídeos, um tipo de esteroide que causa problemas em diversos órgãos, inclusive o coração. 

A ingestão pode gerar dores abdominais, visão turva, erupções cutâneas e redução da frequência cardíaca. No Brasil, não é comum encontrarmos o lírio-do-vale em jardins. Entretanto, ainda é possível vê-lo em alguns arranjos festivos.

9. Oleandro (Nerium oleander)

Oleandro, também chamada ‘espirradeira’, é conhecido desde a Grécia e Roma Antigas e descrito por Plinius, como uma das plantas de jardim mais tóxicas e mortais do mundo. Portanto, você pode usá-la como arbusto ornamental ou cerca viva, mas lembre-se de que todas as partes da planta são venenosas. Portanto, se você ou seu animal de estimação comer por acidente a parte de uma planta oleandro, os sintomas de envenenamento podem variar de vômitos e diarréia a convulsões, coma e morte. Em conclusão, certifique-se de não tocá-lo, pois algumas pessoas sofrem reações cutâneas graves ao contato.

Todas as partes do belo oleandro possuem diversos tipos de toxina, sendo as duas mais fortes a oleandrina e a neriine, que afetam drasticamente o coração. Na verdade, o veneno da planta é tão forte que é possível morrer apenas comendo o mel de uma abelha que utilizou seu néctar como fonte.

Originalmente, a Nerium oleander nasceu nas áreas do mediterrâneo e do Extremo Oriente. Porém, devido à sua beleza exorbitante, ela passou a ser cultivada com propósitos decorativos. Por instinto, os animais costumam se afastar dela. Além disso, basta uma folha para matar uma criança.

10. Beladona (Atropa belladonna)

Beladona ( Atropa belladonna ) é uma planta venenosa que tem sido usada como remédio desde os tempos antigos. É uma espécie perene pertencente à família Solanaceae, com distribuição natural na Europa, Norte de África e Ásia Ocidental e naturalizada em partes da América do Norte.

É chamado de ‘Belladonna’ em referencia as mulheres bonitas da Itália renascentista, que faziam uso da planta para aumentar suas pupilas afim de ficarem mais atraentes.

Apesar de sua toxicidade, a beladona tem alguns benefícios medicinais. Os produtos químicos atropina e escopolamina, que são derivados da beladona, têm importantes propriedades medicinais.

É também uma das plantas mais venenosas do mundo, pois contém toxinas que causam delírios e alucinações. Outros sintomas de envenenamento incluem perda da voz, boca seca, dores de cabeça, dificuldade respiratória e convulsões.

Toda a planta é venenosa, mas as bagas costumam ser mais, além de serem doces e atraírem crianças.
10 a 20 bagas podem matar um adulto, mas só uma folha em que os venenos estão muito mais concentrados pode matar um homem adulto.

11. Trombeta de anjo (Brugmansia suaveolens) 

Essa é uma planta nativa da América do Sul, podendo ser encontrada em diversas regiões do Brasil. O nome trombeta-de-anjo se deve ao formato de pêndulo da flor, que em geral possui coloração branca e amarela, embora seja possível encontrar variedades e híbridos de tons rosados.

Todas as partes da Brugmansia suaveolens são consideradas tóxicas e narcóticas. Ela contém alcaloides tropânicos como escopolamina, atropina e hiosciamina. Mesmo sabendo do perigo, algumas pessoas ingerem um chá feito com as flores como um potente alucinógeno.

Embora seja perigosa, a espécie também possui propriedades medicinais, tais como antiasmática, cardiotônica e anticonvulsivante. Não é incomum ela ser utilizada para fabricação de remédios para mal de Parkinson, problemas cardíacos, síndrome pré-menstrual e infecções urinárias.

O nível de toxicidade varia conforme o tipo da planta, sendo praticamente impossível saber quanto veneno uma pessoa tomou. Em geral, quem brinca com a trombeta-de-anjo acaba tendo uma overdose e morrendo ou sofrendo de paralisia dos músculos lisos, taquicardia, confusão, midríase, alucinações visuais e auditivas.

12. Açucena (Lilium candidum)

Mais conhecido como açucena, o Lilium candidum, é uma planta herbácea, originária dos países árabes, mas a sua extensão permite-nos encontrá-la no resto dos continentes do mundo. Aliás, o termo Açucena, é originário da língua tupi, que significa “singela e branca”, ajuda designar as inúmeras espécies do gênero Lilium.

Embora tenha propriedades medicinais, a Açucena é tóxica – e seu uso interno requer cuidados extras. Ela pode provocar convulsões, calafrios, distúrbios gastrointestinais, tremores musculares, arritmias cardíacas e hipotensão. Consequências estas que podem até levar uma pessoa à morte.

Os bulbos das Açucenas contêm substâncias tóxicas. Dependendo da dosagem e da sensibilidade da pessoa, eles podem causar problemas. O uso externo (tópico) não deve ser menos cauteloso, uma vez que indivíduos mais sensíveis tendem apresentar dermatites e reações alérgicas à Açucena.

Embora seja usado como medicamento tópico para curar úlceras, furúnculos, queimaduras, irritações, feridas e inflamações, é extremamente perigoso para os gatos, pois para eles sua ingestão pode ser mortal. 

De fato, sem tratamento imediato, durante as primeiras horas após o consumo, há mais de 50% de chance de que o animal não sobreviva.

13. Acônito (Aconitum napellus)

Tão bela quanto mortal, existem mais de 250 espécies de Aconitum napellus, nativas das regiões montanhosas do hemisfério norte e possuem uma grande quantia do alcaloide pseudaconitina, o qual é usado na ponta das flechas do povo Ainu do Japão para caçar.

A planta é de importância terapêutica e toxicológica, podendo apresentar risco para saúde em caso de ingestão ou contato com a pele. Todas as partes da planta são muito venenosas em virtude de possuírem alcalóides distintos. Apenas algumas poucas 10 gramas da raiz da planta podem causar paralisia dos músculos cardíacos ou do sistema respiratório inteiro, resultando em morte.

De fato, mexer nas folhas de acônito sem usar luvas é suficiente pra permitir que o veneno entre no corpo. Em 2014, um jardineiro britânico de 33 anos morreu depois de tocar na planta enquanto trabalhava na propriedade de seu empregador. Os médicos não conseguiram tratá-lo a tempo porque pensaram que ele tinha ebola quando chegou ao hospital – devido os sintomas serem parecidos.

Os sintomas aparecem em menos de uma hora e incluem arritmias cardíacas, dificuldade respiratória, fraqueza intensa ou incapacidade de realizar movimentos. Além disso, Caso ocorra a ingestão, a pessoa sofre de náuseas, vômitos e suor excessivo que resultam em morte geralmente em seis horas ou menos. Basta apenas o consumo de 20 mg para pôr fim à vida de um humano adulto.

Durante a Idade Média, as bruxas usavam essa espécie em suas poções por causa dos seus efeitos colaterais de tontura, dormência e batimento cardíaco irregular. Elas também usaram em poções do amor, porque estes elixires venenosos, muitas vezes acabavam por matar o amante, a planta também ganhou o nome de Mourning Widow.

Há quem acredite que Cleopatra, a rainha egípcia, tenha sido envenenada com um cocktail feito de acônito em vez de ter morrido pela mordida de uma víbora-áspide;

Na história, não são poucos os relatos de envenenamentos de autoridades, políticos e sacerdotes por acônito. Na mitologia, Medea tentou envenenar Teseo com acônito e, também em várias séries de TV, em quadrinhos e em filmes, a planta está relacionada a envenenamentos, homicídios e magia.

14. Deladeira (Digitalis purpurea)

Também conhecida como ‘campainhas’, a deladeira é uma espécie da família Plantaginaceae, nativa da Europa Ocidental, Norte de Marrocos e Macaronésia.

A denominação científica da espécie está relacionada com a forma e a cor das flores. O nome do género Digitalis deriva do latim digitus, que significa “dedo”, devido à forma que as flores apresentam – semelhantes a um dedal – e a designação purpurea refere-se obviamente à cor da flor.

A dedaleira é um exemplo típico de como a mesma planta pode curar ou matar, ocupando um lugar de destaque entre as plantas com interesse e utilidade medicinal, desde 1000 d.C..

Os principais usos conhecidos foram primeiramente ao nível do tratamento de tosse, epilepsia, cicatrizante de úlceras e de chagas cutâneas e para limpar e cicatrizar feridas, através da preparação de infusões de folhas para aplicação externa sobre as zonas a tratar. 

No final do século XVII, foi reconhecida no tratamento de doenças cardíacas. A presença de digoxina e de digitalina – glicosídeos esteroides e cristalinos – são importantes tónicos cardíacos, que permitem estimular e controlar o ritmo do coração, sendo uma valiosa ferramenta no tratamento de arritmias ou insuficiências cardíacas. Estas substâncias são amplamente utilizadas pela indústria farmacêutica para a produção de muitos medicamentos cardiotónicos. 

Por outro lado, as mesmas substâncias ativas podem provocar graves intoxicações e até levar à morte quando consumidas em doses exageradas; a planta é tóxica por inteiro, com ênfase nas flores e frutos, que se ingeridas afetam diretamente o coração.

15. Delfínio (Delphinium ajacis)

O delfínio (Delphinium ajacis) é uma planta da família Ranunculaceae, nativo do sul da Europa. De perfume leve e agradável, tem belas hastes de flores em tonalidades de azul, salmão, rosa, lilás, vermelha, púrpura ou branco.

Delfínio deriva de dolphin que, por sua vez, é um termo grego para designar o animal marítimo golfinho. Essa referência se dá pelo formato das pétalas dessa flor, que formam um golfinho. Por conta de sua imensa beleza, ela é muito utilizada em jardins ornamentais e também como flor de corte para decoração de casamentos.

Apesar de serem plantas bonitas, todas as partes do delphinium são venenosas. Contém dois principais venenos que são alcalóide delfinina e ajacine, que são componentes extremamente tóxicos.

Se alguém consome Delfínio, os sintomas podem incluir lábios ardentes, vômitos intensos, espasmos musculares e pulso fraco. Comer partes da planta pode ser fatal para quem ingeriu, se não receber atenção médica imediata.

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