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Cacto-macarrão: como cultivar essa suculenta pendente

Rhipsalis baccifera é uma suculenta conhecida popularmente por cacto-macarrão, devido à aparência alongada de seus ramos cheios e cilíndricos, que acumulam água. A planta, originária da América do Sul e Central, Caribe e Flórida, não possui folhas, mas sim um ramo chamado cladódio, que serve como folha para fazer a fotossíntese.

O ripsális é uma planta epífita, ou seja, aquelas que se desenvolvem sobre outro organismo. Por isso é comum vê-las agarradas a árvores. A planta é de uma família de 124 gêneros e 1.438 espécies.

A espécie é uma planta pendente e pode chegar até 10 m de comprimento. As flores são pequenas, menores que 1 cm, de cor branca-amareladas, ou verde-prateado, com 6 mm de diâmetro.

A época de floração é do final do inverno ao início da primavera. Depois disso, dá lugar aos seus frutos brancos, redondos e com cerca de 20 sementes, que são, simplesmente, mais lindos e ornamentais que a floração.

O ripsális é considerado uma planta tóxica para os animais, sendo uma espécie que não se deve ingerir, a não ser os passarinhos que podem se deliciar do fruto.

Como cultivar Rhipsalis baccifera

A maioria dos cactos possui grande resistência, de períodos de seca, e até mesmo necessitam deles. Todavia, você verá que os cuidados referentes a essa espécie são mais parecidos com os de outras epífitas, como a bromélia ou as orquídeas. Veja a seguir como cuidar da Rhipsalis baccifera.

Vaso ideal

Assim como a maioria das plantas, ao escolher o vaso para o Cacto-macarrão, o principal cuidado que você deve ter é na eficiência de sua drenagem. Considere os seguintes aspectos:

  • Escolhas vasos com furos em baixo; 
  • Vasos de plástico prejudicam a drenagem, pois retém mais umidade no solo; 
  • Os vasos de barro chupam a água do solo e auxiliam na sua drenagem; 
  • Xaxim são proibidos por lei, porém existem recipientes feitos com diversas fibras, o mais popular é o de fibra de coco, além de ajudar na drenagem eles também contribuem para a nutrição do substrato; 
  • Kokedama é uma ótima alternativa para o cultivo de plantas pendentes;
  • Você pode optar por outros diversos tipos de recipientes, mas lembre-se de quanto mais drenável, melhor.

Substratos e adubo

Ao escolher o adubo ou fertilizante, opte por fertilizantes específicos para suculentas ou cactos, como o Bokashi, um excelente adubo orgânico que tem ganhado cada vez mais popularidade. Porém, você também pode fertilizar o substrato acrescentando húmus ou esterco animal curtido.

Luminosidade

Ainda que a Ripsalis seja uma Cactaceae, ela não deve ser plantada em sol pleno, pois essa exposição poderá prejudicar o seu desenvolvimento e causar danos aos seus delicados ramos. A melhor forma de cultivar essa planta é a meia-sombra ou com iluminação indireta, contudo, é importante que o local receba bastante luminosidade.

Solo

Agora quando pensamos no solo ideal para o cultivo do Cacto-espaguete, as melhores opções são os substratos para epífitas, como o substrato para orquídeas da Forth. Mas se você prefere colocar a mão na terra e preparar você mesmo, um bom solo deve ter parâmetros similares a esse:

  • Drenável — acrescente 2 medidas de areia grossa, casca de pinus ou ambas misturadas. 
  • Fértil — Certifique-se de incluir 1 medida de terra vegetal, de boa qualidade, geralmente são pretas e porosas. 
  • Rico em nutrientes — O ideal é ½ medida de matéria orgânica, húmus ou esterco animal curtido. Confira nosso artigo para aprender como preparar o solo humoso.

Irrigação

É comum que muitas espécies sejam prejudicadas pela irrigação indevida, ora pela falta de rega e outras vezes pelo excesso. Ao regar sua Rhipsalis, não pense que ela é um cacto ou suculenta, pense nela mais como planta pendente, como as samambaias, e procure manter o solo devidamente úmido:

  • Irrigue o substrato assim que o solo secar, essa espécie possui certa resistência a breves períodos de seca, mas isso deve ser evitado;
  • Durante o inverno é importante diminuir a frequência das irrigações; 
  • Outra dica para o inverno é aquecer levemente a água ao regar suas plantas.

Temperatura

Uma das principais particularidades desse cacto é a sua baixa tolerância ao clima seco e as altas temperaturas. Enquanto a maior parte dessa família se desenvolve bem mesmo com os termômetros acima dos 30° C, a Rhipsalis baccifera cresce melhor na temperatura máxima de 24°, além disso, ela pode ser cultivada mesmo quando está negativa, entorno de até -5° C, contanto que a umidade do ar esteja superior a 50%.

Poda

Um dos grandes atrativos dessa herbácea são as suas incontáveis ramificações que praticamente não exigem poda, necessária apenas em casos específicos em que ela possa ter sido contaminada por alguma bactéria ou doença. Todavia, algumas pessoas podem recorrer a esta técnica a fim de controlar o seu acentuado crescimento.

Importante! Antes de realizar qualquer serviço de poda é recomendado a esterilização das ferramentas. Isso ajuda a prevenir que bactérias, fungos, doenças e outros agentes contagiosos possam se espalhar para outras plantas, solo e até mesmo na criação de mudas. 

Propagação da Rhipsalis baccifera

Não são todas as espécies que possuem um método de propagação tão fácil quanto as suculentas, porém, ainda que o Cacto-macarrão seja membro desse grupo, e a sua propagação possa ser feita de 3 formas diferentes, algumas técnicas são mais fáceis e indicadas do que outras:

  • Divisão de touceiras — Esse é um dos métodos mais eficientes de propagar a maioria das suculentas e, ainda que não seja tão comum, a Ripsalia também pode ser propagada dessa forma.
  • Estacas — Criar estacas é o método mais popular de propagação das suculentas e cactos, consiste em replantar um ramo ou folha retirado da planta. Sua popularidade se dá a praticidade e eficiência dessa técnica que veremos mais adiante.
  • Semente — Esse tipo de propagação acontece naturalmente, com o vento ou as aves, após se alimentarem de seus frutos, espalhando-as pelo solo. Embora não seja tão eficiente como outras técnicas, o cultor também pode realizar o cultivo a partir de sementes, confira nosso artigo onde ensinamos como germinas sementes.

Doenças e pragas

Uma qualidade muito apreciada, principalmente pelos cultores iniciantes, é a baixa incidência de pragas e doenças no Cacto-espaguete e, ainda que haja problemas, eles são raros. Veja como cuidar dos principais que possam surgir:

  • Lesmas e caracóis — Essas são as principais pragas que podem aparecer nessa herbácea. É comum polvilhar sal para eliminar as lesmas, mas isso deve ser evitado, pois contamina o substrato e pode prejudicar suas plantas. Troque o sal pela canela em pó, ela não prejudica suas plantas e tem efeito similar ao do sal.
  • Caule avermelhado e enrugado — Esse problema é resultado da alta exposição direta ao sol, principalmente nos períodos mais quentes, entre as 10h e 16h, com temperaturas superiores aos 24° C. O ideal é que seu cultivo seja conduzido a meia-sombra ou com luz solar indireta, evitando tanto a penumbra quanto o sol pleno. 
  • Cochonilhas, pulgões e ácaros-aranhas — Embora não sejam tão habituais a este cacto, essas pragas são as mais comuns nos jardins. Um método que tem se mostrado eficiente para cuidar desses pequenos invasores, é borrifar uma mistura de sabão de coco, água e óleo vegetal na planta. 

Como fazer a Rhipsalis baccifera florir

Ainda que você procure cultivá-la o melhor possível, ainda pode acontecer do seu espécime não florir, mas calma, existem duas razões comuns para isso acontecer:

  • Baixa luminosidade — É comum que alguns cultores menos experientes confundam o cultivo a meia-sombra com a sombra, plantando seus cultivares locais pouco iluminados os quais muitas vezes deixam de florir. Se este for o caso, procure movê-la a um local mais iluminado, se necessário utilize luzes artificiais para auxiliar nesse processo. 
  • Baixa nutrição — Outra possível causa para sua Rhipsalis não florir é a falta de nutrientes no solo. Uma boa prática que contribui para a sua floração e todo o desenvolvimento dela é realizar a sua adubação a cada 3 meses.

Como fazer muda da Rhipsalis baccifera

Assim como já foi dito anteriormente, criar estacas é o método mais popular e simples para propagar as suculentas. Embora essa técnica se aplique a essa espécie também, alguns cuidados são necessários para aumentar a sua eficiência. Veja como criar as mudas da Ripsalia por meio da estaquia:

  1. Primeiro devemos lembrar que as ferramentas de poda e jardinagem devem ser esterilizadas para só então iniciar o processo;
  2. Corte um dos ramos do caule, o mais próximo possível de sua articulação;
  3. Deixe o ramo secar por cerca de 24h na sombra para que o corte cicatrize;
  4. Plante a parte cortada em areia úmida até que crie raiz;
  5. Após isso sua muda estará apta ao replantio em um substrato adequado.

A Rhipsalis baccifera é uma suculenta ornamental

Não é difícil encontrar pelo menos algum tipo de suculenta nas casas e jardins, afinal, elas são conhecidas pelo seu fácil cultivo e por possuírem aparências distintas. Mas não seria exagero dizer que a Rhipsalis baccifera recebe destaque nas decorações.


Sua exuberância é mais apreciada quando cultivada como planta pendente, com a ampla densidade de seus galhos espalhando-se sobre o vaso e caindo com um belo emaranhado repleto de pequenas flores ou frutas. Todavia, você não precisa se limitar a este tipo de cultivo, coloque-a ao lado de uma árvore e aprecie o belo crescimento natural dessa epífita.

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