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Colocasia gigantea: como cuidar da planta orelha de elefante

Parente do inhame e da taioba, a orelha de elefante se destaca em qualquer projeto paisagístico porque chama atenção pela grandeza de suas folhas.

A orelha de elefante, cujo nome científico é Colocasia gigantea é uma planta tropical que pertence à família das aráceas e são plantas nativas da Polinésia, Sudeste asiático e Brasil. Exibe folhas grandes e pontudas que lembram à orelhas de elefante (daí o nome).

O rizoma é inicialmente subterrâneo e com o tempo torna-se volumoso, elevando-se a cerca de 50 cm da superfície. As folhas são enormes, peltadas, com nervuras branco acinzentadas destacadas, de margens onduladas, com pecíolo robusto, carnoso e de cor verde esbranquiçada.

Apresenta inflorescências em séries de 4-6, dispostas em leque e geralmente abrem uma após a outra nos próximos 6 dias. Flores com cerca de 30 cm de altura, com espata e espádice brancas e são agradavelmente perfumadas. Surgem principalmente no verão e são muito visitadas por mamangavas.

As orelhas de elefante pertencem a dois grupos relacionados de plantas, ColocasiaAlocasia. Ambos os tipos podem ser cultivados no jardim ou dentro de casa, embora as colocasias sejam mais frequentemente plantadas ao ar livre (geralmente são maiores) enquanto que, as alocasias são mais comuns dentro de casa. Confira a seguir como cuidar da orelha de elefante:

Cuidados com a Colocasia gigantea

1. Plantio
Esta herbácea pode chegar até 2 metros de altura com folhas de aproximadamente 1 metro, portanto reserve um espaço considerável em seu jardim. Enquanto isso, para um ambiente aberto, o ideal é ter um espaço de 4 m² e, caso esteja em um vaso, fique de olho no volume da raíz, pois qualquer impressão de excesso é sinal que está na hora de dar à planta um novo lar ou então dividir a touceira fazendo novas mudas, que podem até servir de presente para amigos.

2. Luminosidade
A orelha de elefante pode ser plantada dentro ou fora de casa já que sobrevive bem em pleno sol ou meia-sombra. Porém atenção: são necessárias de quatro a seis horas de luz direta por dia.

3. Solo
O solo deve ser fértil e rico em matéria orgânica. Por ser um vegetal de sub-bosque, necessita de um solo muito orgânico, como a terra vegetal, e rico em nutrientes.

4. Rega
Na hora de regar, não deixe que a terra seque totalmente, pois é uma espécie que necessita de água pelo menos uma vez ao dia.

5. Toxidade
A planta contém uma substância irritante que causa intenso desconforto aos lábios, boca e garganta. Esta acidez é causada em parte por partículas microscópicas de oxalato de cálcio.

6. Poda
Ela forma densas touceiras portanto é recomendável que se realize podas de contenção. Além disso, folhas amarelas são um dos principais sintomas de que a orelha de elefante precisa de uma poda. Quando isso acontecer, corte-a próximo ao tronco.

7. Propagação
Multiplica-se por por sementes e por brotações laterais do rizoma original. Os primeiros sinais de crescimento aparecerão em 1-3 semanas.

Planta Orelha de elefante descontamina o solo

A Universidade Federal do Amazonas comprovou a eficiência da Colocasia gigantea como biorremediadora em áreas contaminadas. De acordo com a pesquisa, a espécie tem a capacidade de absorver metais pesados do solo, como cádmio, cromo, cobre, chumbo, níquel e zinco.

As plantas que absorvem os metais pesados e outros químicos, concentrando-os em seus tecidos, devem descartadas adequadamente, ao final de sua vida útil (a forma de descarte ainda é uma discussão séria).

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