Frutíferas Plantas

Fruta-pão: importante aliada contra diabetes e hipertensão

Você já experimentou uma fruta-pão? As frutas podem ser consumidas cozidas, fritas, refogadas e assadas, em pratos salgados, ou in natura. Quando assada ou frita, pode ser cortada em fatias finas para ser consumida como chips. A fruta-pão, também pode ser uma opção para churrascos vegetarianos, colocando o fruto inteiro na grelha ou na churrasqueira. No Brasil, a fruta é mais comum no Nordeste.

A árvore-do-pão ou fruta-pão é uma árvore frutífera da espécie Astocarpus altilis, da família botânica das Moraceae. Nativa da Malásia, se espalhou pelo mundo, graças aos ingleses que fizeram o transporte de mudas para suas colônias nas Antilhas, com o objetivo de produzir um alimento de baixo custo para o sustento da mão de obra escrava.

A frutífera chegou ao Brasil em meados do século XVI, adaptando-se muito bem ao nosso clima. Na época, o governador do estado do Pará, Francisco de Souza Coutinho, mandou buscar as mudas na Guiana Francesa e as introduziu na região e também no Maranhão. Logo, Dom João VI, viu na fruta-pão, uma oportunidade na produção de um alimento mais barato para suprir as necessidades da população carente e assim amenizar suas reivindicações.

A polpa da fruta-pão é rica em vitaminas e minerais benéficos à saúde. É fonte de fibras, carboidratos simples, potássio, cálcio, selênio, magnésio, vitamina K, vitamina E, folato, riboflavina, niacina e vitaminas do complexo B (como as vitaminas B1, B2 e B6). Além disso, o chá feito das folhas da árvore é um aliado importante no tratamento de diabetes e pressão alta.

Parente próxima da jaca, sua árvore de origem é ornamental, mas tem crescimento e porte grande, podendo chegar a 20 metros de altura, com longevidade de até 80 anos. As folhas são muito bonitas, grandes e perenes. A fruta-pão é uma planta monóica, o que significa que possui os dois sexos na mesma planta em flores separadas. Os frutos são grandes e redondos como melões, podendo pesar 3 kg, divididos em duas variedades: a apyrena, sem caroço, conhecida por fruta-pão de massa; e a seminífera, com caroço, que não possuem polpa, mas, em compensação, as sementes podem ser consumidas como castanhas ou em forma de farinha.

Como cultivar a fruta-pão

A fruta-pão gosta de sol, requer clima tropical úmido, temperatura média anual em 25ºC, chuvas anuais ao redor de 1.500 mm – bem distribuídos – umidade relativa do ar entre 75% e 80%. A planta é sensível a longos períodos de seca, portanto, em locais sujeitos à seca deve-se plantar a fruta-pão próximo a aguadas ou rios. Os solos devem ser férteis, com bom teor de matéria orgânica, profundos, bem drenados, não sujeitos a encharcamentos.

Preparo das Mudas

Variedade com sementes: logo após retiradas dos frutos as sementes devem ser lançadas em canteiros de 1 m de largura e 20 cm de altura cujo leito contenha mistura bem peneirada de terra vegetal e cinza de madeira – proporção 2:1 são necessários 4 Kg de sementes – 560 unidades – para semeio de 1 m2 de sementeira em filas contínuas de 4 cm de profundidade e 5 cm de espaçamento entre elas. Quando as plantinhas alcançarem 5-10 cm de altura são colocadas em sacolas – 18 x 30 – de polietileno cheias com mistura de terra vegetal, esterco de curral curtido, areia e cinza – proporção 4:2:1:1 – e mantidas sob meia sombra.

Variedades sem sementes: reproduzida por brotações ou rebentos das raízes ou por pedaços (estacas) de raízes. Estes materiais só devem ser retirados da planta em dias chuvosos.

Brotações: retiradas das raízes devem ser “encanteiradas” – sob sombra – no solo em embalagens – sacos de polietileno 20 x 30 – previamente cheias com mistura recomendada para sementeira.

Estacas: estaquia de raízes (método de Wester, Filipinas).

 Em local a meia sombra preparar canteiro com mistura de areia grossa e terriço – 1:1 -; retirar a estaca – com 20 cm de comprimento e 1,2 a 6 cm de diâmetro – de planta vigorosa e sadia. Abrir sulcos nos canteiros, colocar estaca – com parte mais grossa para cima – inclinada deixando 4-6 cm para fora da terra; já bem enraizada a estaca é transferida para sacola de polietileno – 20 x 30 – cheia com mistura para sementeira. Após bom desenvolvimento de raízes e folhas a muda estará pronta e apta ao plantio em local definitivo.​

Plantio:

 Espaçamento 8 x 8 m a 10 x 10 m, cova com dimensões de 50 x 50 x 50 cm. Com antecipação de 25 dias ao plantio encher a cova com terra de superfície misturada a 15 litros de esterco mais 300 g de superfosfato simples e 500 g de calcário dolomítico (este no fundo da cova); retirar invólucro da embalagem da muda colocá-la na cova (nivelando superfície do torrão da muda com o solo), comprimir bem a terra em volta e irrigar com 20 litros de água. Colocar cobertura morta em torno da muda por dois anos.

Nos dois primeiros anos efetuar capinas em “coroamento” e roçar a área restante sem retirar as raízes da erva; na época seca do ano podar ramos secos e doentes. No período chuvoso adubar, em cobertura, dose anual dividida em três parcelas – planta/vez após a capina e no “coroamento” – do 1º, 2º 3º e 4º ano com fórmula 12:12:12 com 100 g, 150 g, 200 g e 300 g, respectivamente, adicionados de 15 litros de esterco/ano e 100 g de calcário/ano. A partir do 5º ano utilizar mistura 15:15:15 aplicando 300-600 g por planta/ano adicionadas de 200 g de calcário/ano e 15 l. de esterco/ano.

As pragas são representadas por cochonilhas, brocas e pulgões (sem danos econômicos); a doença que preocupa é a podridão das raízes que acontece em solos encharcados e pode matar a planta.

Colheita:

 Início entre 3º e 5º ano de vida; para a fruta-pão de massa; o momento de colheita é indicado quando a casca torna-se amarelada e começa a exsudar seiva leitosa e o fruto produz som “fofo” quando nele se bate. Fruto com semente simplesmente cai ao chão. Os frutos conservam-se bem sob clima ambiente e podem ser transportados a longas distâncias.

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