Flores

Gipsofila: Tudo o que você precisa saber sobre a Flor Mosquitinho

Gipsofila é uma flor muito famosa encontrada facilmente em arranjos, assim como buquês. Também chamada de flor mosquitinho ou flor véu de noiva, geralmente é utilizada para compor decorações e ornar espaços, juntamente com outras flores. A delicadeza da planta permite que ela combine bem com qualquer outro tipo de flor.

A gipsofila é produzida principalmente na cor branca, contudo, também pode ser bastante comum na tonalidade rosa. Também é produzida quase que exclusivamente para o corte das flores. A planta representa uma grande importância comercial para o setor brasileiro.

O seu nome científico é Gypsophila paniculata, um termo de origem grega que quer dizer “amigo do calcário”, devido à sua coloração.

Características da gipsofila

A flor gipsofila é originária da Europa, uma planta perene e bastante ramificada. Algumas características inconfundíveis da espécie, são:

  • A planta não é muito alta, assim, seu tamanho geralmente varia entre 60 a no máximo 90 centímetros de altura
  • É um vegetal com muitos ramos. Suas folhas, portanto, são dispostas em formato linear em vários ramos finos.
  • Suas flores são pequenas e delicadas, e nascem no formato de panícula

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Como cultivar a flor mosquitinho?

O mosquitinho, como mencionado anteriormente, necessita de estar exposto a grandes quantidades de luz solar para que a sua floração decorra com normalidade. O adequado é, aproximadamente, entre 12 a 18 horas de exposição solar. Além disso, deve ser acompanhado de altas temperaturas, mas que não excedam os 35º C. Quanto mais alta for a temperatura, com maior rapidez se desenvolve a floração.

A luz artificial também é necessária em certos períodos, como a indução e o início da floração. Costuma-se aplicar a partir da terceira ou quarta semana após a plantação.

O cultivo do mosquitinho realiza-se mediante estacas com entre 7 e 10 centímetros que procedem da planta mãe, com três pares de folhas. A seguir, introduzem-se em areia durante os meses de verão com rega contínua para manter um nível de humidade constante.

Para levar adiante o cultivo do mosquitinho, pode-se empregar diversas técnicas, como:

Plantação: o ideal é fazer a plantação em canteiros de entre 0,90 e 1 metro de largura com uma separação aproximada de entre 0,4 e 0,5 metros entre elas. O sistema mais utilizado é a plantação em quincôncio ou triângulo, deixando uma separação entre cada canteiro.

Desponta: Este sistema consiste em realizar um corte de uns 2 centímetros de comprimento no extremo superior do caule, após umas 7 a 8 semanas desde a plantação e quando o mosquitinho alcançar uns 15 a 20 centímetros de altura.

Sem rebentos: Consiste em eliminar todos os rebentos que sejam mais delgados e que crescem em caules que não sejam os principais. Recomenda-se levar a cabo esta ação aproximadamente umas 2 a 3 semanas depois de realizar a desponta.

Enturorado: O enturorado é uma técnica que se utiliza com o objetivo de conseguir caules retos e plantas sãs. Consiste na criação de uma estrutura para guiar a os caules e facilitar o crescimento da planta. Recomenda-se colocar a estrutura a cada 3 metros ao longo dos canteiros e nas quais se prendem malhas de 5 centímetros de lado.

Poda: a poda do mosquitinho deve realizar-se após terminada a colheita de flores. Deve ser completa para favorecer uma nova floração. Recomenda-se também realizar um tratamento com fungicidas para evitar a propagação de doenças.

Pragas e doenças

O mosquitinho é uma espécie sensível à proliferação de pragas e doenças. Para estar prevenido, preste atenção a algumas das pragas e doenças mais frequentes:

Pragas:

Pulgão: Insetos sobre que escrevemos em várias ocasiões no blogue. Costumam aparecer em condições de baixas temperaturas. Alimentam-se da seiva, pelo que podem provocar danos como a debilitação e o amarelecimento das folhas até lhes provocar a morte. De outro modo, ao segregar melaço, podem produzir danos, pois que é onde se instala o fungo ferrujão.

Mosca-branca: é um inseto que aparece quando as temperaturas alcançam os 25 ºC. Os sintomas mais frequentes costumam ser o aparecimento de manchas amarelas e o murchar das folhas.

Lagarta minadora das folhas: Trata-se de um inseto que com as suas próprias larvas escavam ‘minas’ nas folhas enquanto se alimentam. Causando danos no aspeto da planta, e além disso provocando a queda das folhas.

Vermes aéreos: a proliferação desta praga costuma aparecer com mais intensidade durante os meses de outono. Provocam danos nas folhas – mordeduras, essencialmente.

Vermes do solo: a proliferação desta praga afeta o sistema radicular e o pescoço da gipsófila.

Tripes: o aparecimento deste inseto provoca manchas de aspeto esbranquiçado nas folhas, provocando um aspeto cinza-chumbo e com manchas negras ao redor.

Ácaro-vermelho: Este inseto é muito frequente aparecer quando diminuem os níveis de umidade. Manifesta-se em forma de pequenas pintas amareladas que deformam a folha e provocam finalmente a sua queda. É possível ver também pequenas teias de aranha no verso do limbo foliar.

Doenças

Rhizoctonia solani: Trata-se de um fungo que se desenvolve com temperaturas de entre os 15 e os 20 ºC e que afeta principalmente o caule da planta, o que faz com que apodreça.

Erwinia herbicola: Trata-se de uma bactéria que produz tumores nas raízes e coroa do mosquitinho. Além disso, é de propagação rápida, podendo afetar as estacas e enxertos em questão de dias.

Oídio: Esta doença desenvolve-se em condições de clima seco e temperaturas entre os 20 e os 25 ºC. Podemos identificá-la a través de manchas brancas arredondadas na parte superior da folha que depois se tornam amarelas. Estendem-se desde as folhas mais antigas até às mais jovens, fazendo com que sequem e depois caiam.

Fusário: neste caso, trata-se de um fungo que avança desde as raízes até à parte superior, provocando o apodrecimento das raízes, e o caule da planta se parta ao meio, ficando parte das raízes na terra. Em estados avançados, o caule mostra-se com gretas na parte exterior.

Pythium aphanadermatum e Pythium ulimun: Trata-se de dois fungos que costumam aparecer nas primeiras etapas de crescimento e durante a época de transplante, provocando um envelhecimento da planta.

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