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Ledebouria socialis: características e cuidados dessa planta que não é uma suculenta

Apesar de não ser uma suculenta, esta atraente e pequena planta bulbosa é apreciada por muitos colecionadores de cactos e suculentas, bem como entusiastas de plantas raras e incomuns.

Ledebouria socialis é uma espécie geofítica de planta perene bulbosa nativa da Província do Cabo, Oriental da África do Sul. Foi descrita pela primeira vez pelo botânico britânico, John Gilbert Baker como Scilla socialis , em 1870. O botânico e explorador pteridólogo sul-africano, John Peter Jessop, posteriormente revisou o gênero Scilla e separou várias espécies, reclassificando Scilla socialis para o gênero Ledebouria em 1970. São amplamente cultivadas por sua fácil manutenção e pela beleza de suas folhas. 

Uma das características típicas da Ledebouria, é o fato dela desenvolver seus bulbos sobre o solo, o que não é muito comum em plantas bulbosas.

Os bulbos são pequenos, em formato de gota e recobertos por uma túnica transparente. Suas folhas são lanceoladas, dispostas em roseta, de cor verde a prateada, que podem ser adornadas com pintas de leopardo ou listras de zebra, de acordo com a variedade.

 O verso das folhas é de um belo tom violáceo, assim como os bulbos, salvo nas cultivares “Laxifolia” e “Paucifolia”, que apresentam-se apenas verdes.

Ocorre ainda uma forma “Variegata”, apresentando listras longitudinais iniciando-se desde a túnica que recobre bulbo.

No inverno seco a planta usualmente entra em dormência, momento em que perde suas folhas e inicia-se a formação interna das flores. No início da primavera, desponta delicadas inflorescências, em rácemos, com flores pendulares em forma de sino, de cor rosa e listras verdes, com sépalas muito recurvadas.

Se durante o inverno o fornecimento de água se mantiver regular, a planta permanece em estado vegetativo e não perde suas folhas, assim como não recebe estímulo para florescer na próxima estação.

É uma planta bem resistente e curiosa, forma belos arranjos em cuias e jardineiras, que podem ser montados apenas com esta espécie, ou em composição com outras plantas suculentas

A Ledebouria Socialis também é conhecida por outros nomes como: Lírio-leopardo, Ledebouria Violacea, Scilla Violacea, Scilla Socialis, squill de prata ou jacinto de madeira.

Confira os cuidados abaixo:

Luminosidade: A Ledebouria socialis não gosta de sol, portanto devem ser cultivadas à meia-sombra, ou em locais bem iluminados com pelo menos de 3 a 4 horas de sol diárias.

Regas: Sempre que o solo já estiver seco. Regar até escorrer um pouco de água pelo fundo do vaso e conferir se a terra já secou totalmente antes de regar novamente.

Substrato: Pronto para suculentas ou para plantas ornamentais a base de turfa e casca de pinus moída.

Fertilização: Uma vez na primavera e uma vez no verão, com fertilizante para cactos ou NPK 10-10-10 bem diluído em água (diluo pelo dobro de água do recomendado na embalagem).

Propagação: Ao longo do ano o vaso ficará repleto de novos bulbos, após a floração podemos transplantar para um vaso maior e nesse momento separar alguns bulbos para plantar em outro vaso se desejar (no máximo 3 bulbos para um vaso de 11cm). É indicado enterrar só até a metade do bulbo e os que ainda não estiverem com raízes estabelecidas regar com moderação nos primeiros 45 dias. Depois quando as raízes crescerem podem regar conforme indicação acima das Regas.

Também é possível a propagação por sementes, mas esse método é bem lento.

Pragas ou Doenças

A Ledebouria socialis não sofre nenhuma doença grave ou problemas de pragas. No entanto, fique atento a ácaros, lesmas, caracóis e pulgões. 

Essas pragas devem ser removidas com uma leve agitação da planta ou pulverizadas com inseticida leve se as pragas não forem facilmente eliminadas.

Regar demais a planta resultará no apodrecimento das raízes. Regue apenas quando a mistura de envasamento secar completamente.

A Ledebouria socialis é tóxica?

A Ledebouria socialis é altamente tóxica para animais de estimação. Como parece um pouco com grama, os gatos podem tentar consumi-la. 

A planta inclui toxinas que podem levar à insuficiência renal, o que pode ser fatal para os gatos.

 

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