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Manacá: diferenças entre as espécies e suas características

Saiba as diferenças entre o manacá-da-serra, o manacá-de-cheiro, e o manacá-da-serra-anão

Os manacás são plantas bem conhecidas na Mata Atlântica, originárias dessa área, mas disseminadas por todo território nacional. Nativa, essa planta é pertencente à família Melastomataceae. 

O nome popular manacá é em virtude das belas flores que essas plantas possuem, pois é um termo da língua tupi (manacán) e que faz referência a flor mais bela da floresta. Inicialmente os indígenas chamavam de manacá algumas plantas do gênero Brunfelsia, da qual pertence o manacá-de-cheiro. Já o manacá-da-serra, que pertence a outro gênero Tibouchina, passou a receber esse mesmo nome popular, ao que tudo indica, posteriormente por nossa cultura, devido as flores apresentarem a mesma característica de variação cromática.

Essa família reúne várias espécies de manacá. Estas, nas quais, podem incluir pequenas plantinhas até as árvores com porte médio.

Espécies de manacá e suas características:

Todas as espécies possuem características comuns com fácil identificação, tal como flores e folhas semelhantes na coloração e na forma. São vegetais com relativa rusticidade, e que podem se adaptar muito bem a solos pobres. Por isso, são recomendáveis para se povoar áreas devastadas.

Contudo, reagem vigorosamente a um fornecimento regular de matérias orgânicas. Possuem valores consideráveis de cunho ornamental, sendo usadas de forma maciça ou até mesmo isoladas para compor jardins.

Das espécies de manacás, os mais conhecidos popularmente e usados no paisagismos, são:

Manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis)

Conhecido pelos nomes de Cuiperúna, Jacatirão e Manacá-do-serrado. O Manacá-da-serra pode ser encontrado em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro .

Essa espécie ornamental possui copa arredondada, de porte baixo a médio, podendo atingir entre 2,4 a 4,7 m de altura, além de tronco com até 25 cm de diâmetro. Entretanto, quando cultivado na natureza, o manacá pode atingir até 12 m de altura.

Possui folhas verdes escuras com flores brancas que mudam sua coloração gradativamente para o rosa até atingir à tonalidade lilás. Você pode encontrar a árvore Manacá-da-serra com flores das três cores simultaneamente no mesmo galho.

Os frutos são pequenas cápsulas que se abrem naturalmente liberando as sementes. A reprodução pode ser feita por sementes, que não possuem dormência e tem boa taxa de germinação quando coletadas assim que amadurecem, ou por estaquia de parte dos ramos.

É uma árvore de grande valor ornamental e, apesar de ser originária de encostas úmidas da Serra do Mar, pode ser aclimatada em outras regiões, sendo indicada para o paisagismo urbano de praças, calçadas e jardins residenciais.

Manacá-de-cheiro (Brunfelsia uniflora)

Também conhecido como manacá-de-jardim, romeu-e-julieta ou primavera. Esse manacá  pertence à família Solanaceae e ao gênero Brunfelsia. Esse gênero possui muitas espécies de difícil distinção devido algumas características similares. Entre elas, destaca-se a espécie Brunfelsia uniflora, o manacá-de-cheiro, planta nativa do Brasil com distribuição pelos biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.

O manacá-de-cheiro é uma planta lenhosa, com porte arbustivo de até 3 metros de altura. As folhas são de cor verde-escuras, lisas, elípticas a obovadas. Apresenta inflorescência na primavera com flores de cor violeta que vão perdendo a tonalidade até ficarem brancas.

O manacá-de-cheiro, assim como o manacá-da-serra, apresenta uma mutação de cor em suas flores. Porém, diferentemente das da serra, são extremamente perfumadas.

Essas flores, além de causar um belo efeito ornamental, salpicando a planta com tonalidades violeta e branca, devido as flores que envelhecem ao mesmo tempo em que outras vão surgindo, ainda são aromáticas e exalam um delicioso perfume.

A reprodução do manacá-de-cheiro pode ser feita por sementes, mudas que nascem das raízes da planta adulta, ou por estaquia, apesar de apresentar baixa taxa de enraizamento por esse método.

Manacá-da-serra-anão (Tibouchina mutabilis ‘Nana’)

Esse manacá é uma variedade comercial e anã da espécie arbórea Tibouchina mutabilis. Portanto, possui porte arbustivo de no máximo 4 metros de altura. 

A inflorescência apresenta as mesmas características, com flores que desabrocham brancas e tornam-se lilás, não possuem aroma. A única diferença é que a espécie arbórea floresce no verão, enquanto o manacá anão floresce no inverno. O florescimento ocorre desde muito cedo, com a muda ainda em desenvolvimento, visto que são feitas a partir de estacas de plantas adultas que já florescem.

Para fazer mudas com as características idênticas da planta anã, a propagação deve ser feita por estaquia dos galhos ou alporquia. Já por sementes, podem ocasionar em plantas com porte arbóreo.

O manacá-da-serra-anão é muito comercializado para fins paisagísticos devido a bela floração e o porte pequeno. Pode ser cultivado até em vasos e a sol pleno.

Relação ecológica do Manacá com a borboleta da espécie Methona themisto

Um fato sobre o manacá que deve ser de conhecimento, é sobre a relação ecológica com a borboleta da espécie Methona themisto. Essa borboleta, conhecida como borboleta-do-manacá, deposita os ovos na planta, ocasionando no nascimento de lagartas de cor preta com listras amarelas e que se alimentam exclusivamente dessas folhas. Essas lagartas não são pragas e não devem ser retiradas, pois logo a planta se recupera com vigorosas brotações, e as lagartas se transformam em borboletas que em troca, polinizam as flores do manacá.

Passo a Passo de Como Plantar e Cuidar do Manacá
Passo 1

Remova as ervas daninhas do canteiro das espécies de manacá. Passe uma camada de cobertura morta de 7 a 10 centímetros de espessura sobre o solo. A cobertura morta inibe o crescimento de ervas daninhas, economiza água se ajuda a manter um nível de umidade consistente no solo.

Passo 2

Regue o manacá quando o solo estiver seco ao toque. Geralmente, a menos que o tempo esteja extremamente quente ou a planta esteja em um vaso, regue uma ou duas vezes por semana. Não regue durante a estação chuvosa quando o solo estiver saturado. Quando superaquecida, as espécimes podem desenvolver podridão radicular.

Passo 3

Aplique de 3 a 6 colheres de sopa de um fertilizante granular, de liberação lenta e equilibrada em torno das espécies de manacá. Espalhe o fertilizante na parte superior do solo, de 5 a 15 cm.

Molhe o solo completamente. O fertilizante degrada a taxas diferentes, dependendo da temperatura. Reaplique o fertilizante mensalmente quando as temperaturas estiverem acima de 32º C e a cada três a quatro meses quando as temperaturas caírem para 21º C. Pare de fertilizar quando as temperaturas caírem abaixo de 15º C.

Fertilize a planta em vaso com um fertilizante líquido formulado para plantas com flores. Misture bem 1/2 colher de chá do fertilizante com 1 galão de água antes de usar a solução para molhar o manacá. Aplique a solução até escorrer do fundo do vaso. Fertilize-o a cada 7 a 14 dias.

Passo 4

Podar esse tipo de planta pode ser bom para moldá-la. Faça isso no final do inverno para reduzir o seu tamanho.

Passo 5

Monitore os manacás em busca de pragas, como pulgões e moscas brancas. Uma forte rajada de água derruba os pequenos pulgões verdes das folhas e remove os insetos voadores que geralmente estão em grupos.

Se uma infestação for grave, misture 15 ml até 30 ml de óleo de nim com 7 xícaras de água. Aplique a solução de manhã em todas as superfícies das espécies de manacá até que as folhas e caules estejam completamente revestidos e molhados. A solução mata os insetos logo de cara. Reaplique a cada 7 a 14 dias, conforme necessário para controlar as pragas.

Fonte: www.nossafloranossomeio.eco.com.br

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