Ornamentais Plantas

Palmeira Imperial: símbolo da aristocracia e da história do Brasil

A chegada da corte portuguesa no Brasil interveio definitivamente na história do país. Fundava-se uma nação moderna, inspirada nas melhores nações europeias do século XIX,
D. João VI foi o regente responsável por essa transformação. Instituiu o Banco do Brasil, a Imprensa Régia e o Real Horto – o Jardim Botânico do Rio de Janeiro – e como símbolo desse Império tropical, plantou com as próprias mãos uma árvore exótica, que para sempre seria associada à nobreza no país: a Palmeira Imperial.

palmeiraimperial (Roystonea oleracea), é uma das mais belas e imponentes espécies de palmeiras, chegando até a 50 metros de altura. Originária das Antilhas, é também conhecida como palmeira caribenha e palmeira real sulamericana.

As folhas são exuberantes e podem medir até cinco metros de comprimento resultando em uma copa de até vinte folhas dispostas verticalmente e horizontais no topo da palmeira. A palmeira imperial floresce na primavera em cachos com comprimento de até 1,5 metros na cor branca. Após a floração, no início do verão, ela produz pequenos frutos que se desenvolvem próximos às folhas, com tamanho que varia de 2 a 4 cm e coloração escura, na cor roxa. que são consumidos por alguns pássaros, mas não são comestíveis para seres humanos. Seu tronco é liso, de cor esbranquiçada, com diâmetro geral de 46-66 cm, mais largo em sua base. Entre o término do tronco e a parte onde nascem as folhas, há uma seção verde, mais grossa. Dentro desta seção encontra-se um palmito de mais de 2 m de comprimento.

Devido ao porte majestoso, a palmeira-imperial é ideal para acompanhar grandes construções, avenidas, amplos parques, alamedas centrais, prédios públicos e residências de grande porte, principalmente em duplas, grupos ou fileiras. Plantada isolada ou em jardins pequenos ela facilmente fica desproporcional.

Um símbolo da aristocracia na história do Brasil

O famoso Jardim Botânico do Rio de Janeiro abriga mais de seis mil espécies de plantas – a maioria tropicais, entre elas está a majestosa palmeira imperial. Mais de quatrocentas palmeiras são plantadas em duas fileiras retas que ladeiam alguns dos principais caminhos do Jardim Botânico. De acordo com a história, as primeiras plantas tinham sido trazidas do Jardim Gabrielle, na Guiana Francesa de onde vieram muitos espécimes, principalmente durante o período em que Caiena esteve sob domínio português em represália à ocupação de Portugal pelos franceses. Todavia, os primeiros espécimes vieram, na verdade, do Jardim La Pamplemousse, nas Ilhas Maurício, trazidas por Luiz de Abreu Vieira e Silva.

 As mudas foram oferecidas ao príncipe regente D. João VI que plantou o primeiro exemplar no Jardim Botânico em 1809. A partir de então, não demorou muito para que a planta chamada de Palma Mater se tornasse um símbolo da aristocracia e da monarquia, e logo apelidada de Palmeira Imperial. A Palma Mater floresceu pela primeira vez em 1829. Deste exemplar plantado em 1809, descendem todas as palmeiras-imperiais do Brasil, daí sua denominação de Palma Mater. A Palma Mater foi destruída por um raio em 1972.

O imperador D. Pedro II usou a palmeira imperial como símbolo de poder e de distinção real. Ele presenteava nobres, homens de negócio, letras ou ciência com sementes de palmeira imperial que então eram replantadas em fazendas ou cidades pelo país. Assim,  quando chegamos numa antiga fazenda de café e vemos o caminho que dá na Casa Grande ladeado por palmeiras imperiais podemos entender que aquele fazendeiro havia caído nas graças do imperador em algum momento de sua vida e exibia para todos os favores reais que havia recebido em forma de palmeira.

Essa é a história oficial. E muitas vezes é verdade em diferentes fazendas ou cidades do país. Mas como o símbolo de distinção era muito forte e causava muito impacto, os jardineiros do Jardim Botânico costumavam traficar sementes ilegais. Ou seja, quem podia pagar, recebia algumas sementes que não haviam passado pelo crivo e benção do imperador.Eram sementes ilegais, mas funcionavam do mesmo jeito – impondo respeito, mostrando poder e riqueza.

 As palmeiras imperiais tornaram-se a logomarca do Jardim Botânico. Hoje em dia a espécie se tornou tão popular que pode ser vista em designs de todos os tipos, dos mais luxuosos aos mais simples.

Como plantar Palmeira Imperial

A Palmeira Imperial geralmente é plantada a partir de mudas já pegadas com, no mínimo, 60 centímetros de altura. O plantio deve ser feito no local definitivo em uma vala de tamanho adequado para a planta com uma mistura de areia grossa e fertilizantes orgânicos ou adubo NPK 10-10-10. Outro detalhe importante para o bom desenvolvimento da Palmeira Imperial é a exposição ao sol. Essa espécie necessita de sol pleno e deve ser plantada em um local que contemple luz solar abundante.

Apesar de preferir o clima tropical e quente, a Palmeira Imperial pode ser cultivada em climas amenos, contudo, em locais de frio e geadas constantes, a planta pode não sobreviver.

Como cuidar da Palmeira Imperial

Os cuidados com a Palmeira Imperial são simples e exigem, basicamente, rega e adubação. As regas devem ser feitas periodicamente, principalmente enquanto a planta ainda está em fase de desenvolvimento. Depois de adulta, a própria água da chuva já é suficiente para manter a planta saudável. No entanto, nas épocas mais secas do ano convém fazer a rega manualmente.

A adubação da Palmeira Imperial deve ser feita regularmente com adubos próprios para palmeira e fertilizantes orgânicos. Em geral, a planta responde muito bem a adubação e cresce rapidamente com o auxilio de adubos.

A poda da Palmeira Imperial deve ser feita cortando as folhas secas ou que estão prestes a morrer, mas nunca a apare por motivos estéticos, pois a palmeira pode sofrer danos irreversíveis.


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