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Pellionia repens: como cultivar a Maria-fumaça

Pellionia repens é uma planta herbácea popularmente conhecida como “Maria-fumaça”, nativa do continente asiático e pertencente à família botânica Urticaceae, a mesma das urtigas e pileas.

Muitas pessoas acabam confundindo a Pellionia repens com begônias, pela aparência e textura das folhas, mas elas não são relacionadas. Enquanto que as Pellionia são da família Urticaceae, as begônias pertencem a família Begoniaceae.

O nome do gênero, Pellionia, é uma homenagem a Alphonse Odet Pellion (1786 – 1868), um expoente oficial da marinha francesa que participou de diversas campanhas no mundo todo. Já o epiteto específico ‘repens‘ refere-se a rastejar, o comportamento de crescimento da espécie.

Esta espécie caracteriza-se por ser uma planta rasteira perene de rápido crescimento e de uso decorativo principalmente em ambientes internos, como planta em vaso. A folhagem é persistente e os caules são altamente ramificados. 

Cresce pouco em altura, alcançando cerca de 13 centímetros, mas tem um grande poder de se espalhar, atingindo 1,2 metros de diâmetro, uma vez que seus caules enraízam facilmente quando tocam o solo.

As folhas são dispostas alternadamente nas hastes, sem pecíolos, de forma lanceolada (ou elíptica ), de margens ligeiramente recuadas, com nervuras visíveis.

A coloração das folhas são muito atrativas, onde se pode observar a região central verde-acinzentada e as margens verde-escuras com diferentes padrões conforme a variedade. Se a planta cresce em áreas menos iluminadas, as veias são mais verdes.

Enquanto que em P. repens daveauana temos grossas margens avermelhadas que podem até mesmo dominar totalmente a lâmina foliar, em P. repens pulchra é a vez das nervuras se destacarem, em um bonito contraste que lembra um mosaico. A face abaxial das folhas é de cor creme rosada, com nervuras vermelhas.

As flores não conferem nenhum valor ornamental à planta e, por isso, muitos recomendam cortá-las para favorecer a formação da folhagem. Sua delicada floração, raramente se manifesta em plantas de interior.

Separadas em inflorescências masculinas e femininas, elas são cachos ramificados, compostos de flores pequenas, com 5 tépalas brancas ou róseas e um suave tom prateado. As inflorescências masculinas abrem-se ao contato com a água e liberam uma nuvem de pólen, o que lhe rendeu o nome popular de Maria-fumaça. Os frutos que se seguem à polinização são do tipo aquênio, pequenos, de formato ovoide a elipsoide.

Dicas para o cultivo da planta Pellionia repens

Pellionia repens é uma planta muito fácil de cultivar e por isso é recomendada para iniciantes. Aqui estão seus cuidados básicos:

Iluminação

Gosta de crescer em locais bem iluminados, mas nunca expostos à luz solar direta. A folhagem desta planta é muito suscetível a queimaduras em poucas horas de luz solar direta. Recomenda-se cultivá-la à meia-sombra ou sob redes de sombreamento. Também é cultivada com frequência  sob a luz do sol filtrada pela folhagem de grandes árvores.

Temperatura

Requer crescimento em climas frios ou quentes, onde os invernos são muito amenos. As temperaturas ideais para esta planta devem ser mantidas durante todo o ano entre 15-28⁰C. É uma planta muito sensível a temperaturas muito baixas (o sistema radicular não tolera temperaturas abaixo de 12⁰C ) e por isso é essencial cultivá-la em estufas em regiões onde os invernos são intensos.

Substrato

Prefere crescer em substrato rico em matéria orgânica e com muito boa permeabilidade. As raízes não suportam poças e por isso a drenagem deve ser perfeita.

Irrigação

Esta espécie aprecia um abastecimento considerável de água durante a primavera e o verão para nunca deixar o substrato secar. Nas outras estações devemos deixar o solo secar por alguns dias antes de regar. No verão, recomendamos pulverizar a folhagem de manhã e à noite se as temperaturas forem muito altas.

Fertilização

Utilize fertilização suave e contínua durante a primavera, verão e outono, suspendendo a adubação se o inverno for frio. Adubos de liberação controlada aplicados durante a primavera simplificam a nutrição da planta.

Pragas e doenças

É atacada por pulgões e cochonilhas que se localizam principalmente nos caules e raízes expostas. Caracóis e lesmas devoram fragmentos de folhas e caules.

Multiplicação

Muito fácil por estacas de mais de 15 cm de caules ou por divisão total quando atinge grandes dimensões (cuidado com as raízes porque são muito frágeis).

Em seu habitat a Maria-fumaça prefere lugares escuros e úmidos, crescendo nas fendas de rochas, assim ela é uma planta de excelência para ambientes internos. Como se adapta a lugares sem incidência direta do sol, podemos cultivá-la próximo a janelas, em jardins de inverno, jardins verticais e estufas úmidas. Ela é perfeita para ser apreciada em cestas ou jardineiras suspensas de onde penderá seus ramos. Por amar a umidade, também se adaptará aos terrários.

Se você mora em local quente e úmido, pode também aproveitá-la no jardim, onde pode ser conduzida como forração em locais sombreados. A graça da Maria-fumaça está em suas cores e padrões, assim como na textura média da planta.

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