Jardinagem Plantas

Qual a diferença entre substratos, adubos e fertilizantes?

Você não sabe qual é a diferença entre substratos, adubos e fertilizantes para as plantas? Essa é uma dúvida bastante comum – embora sejam diferentes, ambos são muito importantes para ter plantas bonitas e saudáveis. Saiba como funcionam e como devem ser utilizados.

Para a manutenção de um jardim, alguns produtos como substratos, adubos e fertilizantes são necessários para evitar o desgaste do solo e permitir o crescimento saudável das plantas.

Isso porque eles são compostos ricos em vitaminas e minerais e que vão alimentar suas plantinhas com os nutrientes necessários para um crescimento saudável.

No entanto, na hora de escolher, muitos não sabem qual a diferença entre substratos, adubos e fertilizantes e acabam escolhendo o produto errado.

Para os iniciantes em jardinagem pode parecer um pouco confuso e difícil de entender a diferença de cada um. Vejamos o que são os substratos, adubos e fertilizantes e a utilização de cada um.

Substrato: um ponto de apoio para as plantas

Com exceção das epífitas, como as orquídeas, e das rupestres, que crescem em terreno rochoso, quase todas as plantas terrestres precisam do solo para se desenvolver. É nele que elas irão fixar e expandir suas famosas raízes. É que o solo desempenha diversas funções para a vida da planta, servindo para:

  • Fixar a planta (evita que ela seja levada por ventos fortes, enxurradas, etc.);
  • Fornecer nutrientes;
  • Garantir uma reserva de água,
  • Auxiliar na troca de gases, com destaque para a absorção do CO2.

Nos vasos que levamos para casa, o substrato faz o papel do solo na natureza, fixando as raízes da planta. No entanto, seu uso deve ser apenas temporário, sendo recomendado fazer sua substituição, geralmente por terra vegetal.

Existem diversos tipos de substrato, sendo que, em casa, os mais comuns são: fibra de coco, madeira nobre, musgo, turfa e vermiculita. Importante destacar que não existe um melhor que outro, o que existe é o tipo mais adequado para cada planta, já que cada substrato possui características específicas. Tanto é que, atualmente, existem substratos desenvolvidos até para o período de plantio de mudas.

Adubos e fertilizantes: uma turbinada na nutrição

Quando uma planta está na natureza, ela faz parte de um complexo ecossistema. Ela absorve nutrientes do solo, mas, em geral, esses nutrientes são constantemente repostos pela decomposição de outras plantas, de animais, etc.

Já em vasos, quando uma planta consome os nutrientes da terra vegetal ou do substrato, eles não são repostos de maneira natural. E é aí que entram a adubação e a fertilização!

Feitos de matéria orgânica, os adubos foram os primeiros a surgir, e são usados desde a antiguidade, quando antigos agricultores perceberam os benefícios de elementos orgânicos decompostos para o enriquecimento do solo.

Os fertilizantes, por outro lado, são mais modernos, e muitas vezes são sintéticos. Mas atenção! Não vá confundi-los com agrotóxicos! Apesar de produzidos artificialmente a partir da extração de elementos naturais, eles são benéficos para as plantas e não representam um risco para a nossa saúde.

Os principais nutrientes para as plantas

Orgânico ou inorgânico, a função de adubos e de fertilizantes são a mesma coisa: devolver ao solo os nutrientes necessários para sua sustentabilidade e para a planta. Entre eles, os principais são os chamados macronutrientes. São eles:

  • Nitrogênio (N): ótimo para folhagens, ele é muito importante na fase inicial da planta, durante o desenvolvimento de caules e raízes. Sua falta pode ser notada pelo surgimento de folhas mais claras ou amareladas, enquanto o excesso costuma resultar em folhas de tonalidade bem escura;

  • Fósforo (P): aumenta a capacidade de absorção de nutrientes pela raiz da planta. Por isso mesmo, é muito indicado para estimular a floração e a frutificação das plantas. Contribui também para deixá-las mais resistentes. Uma forma de identificar a sua falta é por meio do aparecimento de folhas arroxeadas,

  • Potássio (K): entre suas principais funções está auxiliar no controle de água dentro da planta, o que a torna mais resistente a secas. Além disso, o potássio também contribui para deixar a planta menos exposta a pragas e doenças.

Além deles, existem também os chamados micronutrientes, como cálcio, magnésio, enxofre, manganês, ferro, cobre e zinco. Utilizados em menor quantidade, eles completam a nutrição da planta.

Tipos de adubos

Os adubos são uma boa opção para quem prefere deixar que as coisas aconteçam em seu tempo natural! Isso porque, nessa categoria, os nutrientes são liberados lentamente através da decomposição de algum tipo de matéria. 

Essa fonte inicial pode ser vegetal  — como as plantas  —  ou animal  — como a casca do ovo. Porém, hoje em dia você não precisa entender de biologia para utilizar o adubo! Em lojas especializadas, você encontra diversos tipos de adubo orgânico para alimentar seu jardim! 

Húmus de minhoca 

O húmus de minhoca é um dos mais famosos e considerado por muitos o melhor adubo! No entanto, não é necessário ter as minhocas em seu jardim para aproveitar os seus benefícios. Hoje, é possível encontrar húmus de minhoca já preparado, pronto para ser colocado em sua horta! 

E o melhor é que, nesse caso, mesmo sendo um adubo orgânico, os benefícios já são imediatos. As minhocas fazem o processo de decomposição e deixam apenas os nutrientes para as plantinhas aproveitarem! 

É um ótimo adubo para qualquer situação e não possui contra-indicações! Entretanto, se sua planta estiver muito fraca, talvez seja melhor buscar fertilizantes mais potentes. 

Farinha de ossos

Os ossos também podem ajudar na fertilização de seu jardim! Para que os nutrientes sejam aproveitados de forma eficaz, o ideal é utilizar farinha de ossos, um produto facilmente encontrado em lojas especializadas. 

Rico em fósforo e cálcio, esse fertilizante ainda auxilia a regular o pH da terra, sendo uma boa opção para qualquer espécie! A farinha de ossos, entretanto, pode ter atuação mais lenta. Por isso, é mais indicada para a manutenção de plantas que já estão saudáveis, para que elas continuem se desenvolvendo! 

Esterco

Se você já esteve em uma fazenda, sabe o segredo para hortas saudáveis — o bom e velho esterco! E graças às maravilhas do mundo moderno, você também pode aproveitar esse excelente fertilizante em sua casa! 

O esterco pode ser um adubo caseiro ou é possível encontrá-lo em lojas especializadas já pronto para uso. Estes são muito indicados para hortas e jardins. Basta misturá-lo à terra para que as plantas possam aproveitar seus nutrientes! 

Como são de origem natural, os adubos não possuem contraindicação! Se estiver buscando um produto para aplicar regularmente em suas plantas, eles podem ser a escolha perfeita! 

Como usar os diferentes tipos de fertilizante

Assim como os adubos, os fertilizantes têm como objetivo aumentar os nutrientes da terra, para o fortalecendo das plantas. Também chamados de fertilizantes químicos, esses produtos são preparados por especialistas e já contêm exatamente as substâncias necessárias para o desenvolvimento dos vegetais. 

Você já deve ter visto que muitos fertilizantes trazem na embalagem uma sequência de 3 números, como 10-10-10, 4-18-08, 09-45-15 e assim por diante.

Esses números não estão lá por acaso! Na verdade, o que eles indicam é justamente a proporção de macronutrientes, sempre seguindo a ordem: nitrogênio, fósforo e potássio — ou NPK.

Para os jardineiros de primeira viagem, a boa notícia é que, hoje em dia, muitos fabricantes já trazem a informação de para quais plantas (ou situações) são mais indicados.

É o caso, por exemplo, de fertilizantes próprios para cactos, para palmeiras, para orquídeas, para hortaliças, para dar flores, frutos, etc.

Como já estão preparados, possuem absorção rápida e eficaz. Assim, são os mais indicados caso sua planta esteja fraca e precisando de ajuda.

De qualquer forma, tão importante quanto saber qual é o melhor fertilizante para as necessidades da sua planta, é saber como utilizar os diferentes tipos de fertilizante. Os principais são: 

  • Pó solúvel: como o próprio nome sugere, deve ser diluído em água antes do uso. Feito isso, é só regar o solo com a mistura;

  • Concentrado: traz uma alta concentração de nutrientes em pouca quantidade de produto, o que o torna muito econômico. Deve ser diluído em água antes da aplicação no solo;

  • Líquido: já vem pronto para ser aplicado no solo de acordo com as orientações do fabricante. Algumas embalagens já são, inclusive, no formato de spray para facilitar as borrifadas;

  • Pastilha: muito prático, parece uma pedrinha que deve ser colocada no vaso. Conforme a terra é regada, ele vai, aos poucos, liberando seus nutrientes para as plantas,

  • Farelado ou granulado: o tipo granulado demanda um pouco mais de trabalho e, por isso, é mais indicado para jardineiros experientes. É preciso incorporá-lo à terra. Para isso, abra uma espécie de “cova” ao longo de toda a borda do vaso, sempre distante do caule e da raiz. Coloque o fertilizante e devolva a terra removida para o lugar, misturando-os com a ajuda de uma pá. Regue em seguida.

Os fertilizantes são excelentes para nutrir a terra de forma rápida e eficaz. Entretanto, seu uso excessivo pode alterar drasticamente a composição química do solo, e assim prejudicar as plantas. Por isso, é recomendado utilizar seguindo rigidamente as instruções presentes na embalagem do produto escolhido. 

Conhecer sobre substratos, adubos e fertilizantes é um passo essencial para se tornar um jardineiro mais experiente e, consequentemente, cuidar melhor de suas plantas!

fonte: www.petz.com.br

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