Ornamentais Plantas

Ravenala madagascariensis: como cultivar a árvore do viajante

A Ravenala madagascariensis, mais conhecida como ravenala ou árvore do viajante é uma planta rizomatosa e semi-lenhosa que conquistou os jardins tropicais de diversas partes do mundo pelo formato escultural de suas folhas, de grande valor ornamental no paisagismo.

Sem sombra de dúvida as folhas são a parte mais chamativa da árvore do viajante. Essas folhas vêm em formato de leque, similares às folhas de bananeira, elas crescem imensas, e chegam a um comprimento de até três metros. Enquanto crescem elas são protegidas por espatas, estas que são estruturas resistentes e duras, em formato de canoa e de coloração em degradê de amarelo na base, para verde nas pontas.

A árvore do viajante é uma planta de grandes proporções que pode atingir até 20 metros de altura, mas em média cresce entre 6 e 12 metros. Com isso em mente, é claro que o plantio dessa planta deve ser em ambientes bem abertos, ou externos de preferência.

Essas plantas também gostam bastante de temperaturas elevadas, já que vieram da ilha tropical de Madagascar, localizada no sudeste do continente africano.

Conforme o tempo vai passando, novas folhas vão surgindo. As folhas mais velhas dessa forma secam e caem, revelando nesse processo o tronco cinza e resistente da planta. O período mais comum de renovação da folhagem é no outono.

Embora seja também chamada de palmeira do viajante, esta espécie não é relacionada com as palmeiras (que pertencem à família Arecaceae). A árvore do viajante é a única espécie do gênero Ravenala e pertence à família Strelitziaceae, sendo mais relacionada com as estrelítzias.

Seu nome científico indica não apenas a sua origem, mas também como é conhecida localmente: “ravi” em malgaxe (a língua predominante em Madagascar) significa folhas enquanto que “ala” é referente à floresta, ambiente onde é mais predominante. Localmente as “folhas da floresta” são utilizadas para construir as típicas casas costeiras da ilha e também crescem em áreas mais abertas de reflorestamento.

Já seu nome popular remete a diferentes histórias: a mais popular se refere ao hábito de viajantes do passado que se serviam da água acumulada na base das folhas para saciar a sede, mas também existe uma outra versão, que narra que a posição do leque formado pelas folhas era utilizado para orientação em relação ao Sol, indicando a direção das trilhas a serem percorridas.

Polinizada por lêmures e morcegos, suas inflorescências agrupam flores de cor branca, hermafroditas e assimétricas. Os frutos são cápsulas secas contendo numerosas sementes revestidas por arilo de cor azul intenso, que é muito atrativo para pássaros e favorecendo sua dispersão.

Ravenala madagascariensis – Dicas de cultivo

A ravenala é ideal para ser plantada em jardins, fazendas ou parques bastante espaçosos e abertos, que permita seu crescimento, seja isolada em algum canto ou junto com outras plantas.

Veja a seguir os cuidados mais essenciais dessa planta, o tipo de solo, a iluminação e a quantidade de água ideais, além de também aprender como prevenir e tratar doenças e pragas, para que assim, você possa admirar o crescimento vigoroso da sua Ravenala madagascariensis radiante em seu lar.

Onde plantar

A ravenala pode ser plantada em um vaso ou no chão, no primeiro dos casos, o crescimento dela é quase completamente comprometido, então a planta não alcançará toda a estatura e beleza que a faz tão famosa. Em um vaso, o leque que a planta forma é contido em apenas algumas folhas, que alcançam uma altura máxima de dois metros, e uma espessura também diminuída.

O plantio dessa maneira oferece algumas vantagens, já que é mais fácil controlar a exposição da planta à condições climáticas que podem ser adversas como muito vento ou muito frio. Já a outra maneira de se plantar, é a que melhor se aproveita do tamanho da planta, permitindo que ela alcance seu maior potencial.

Plantar a ravenala no chão, significa não conter o crescimento das raízes dela, assim permitindo também que ela cresça para se tornar uma planta maior em todos os aspectos. Quando comparado com a planta de vaso, o leque conta com pelo menos cinco vezes mais folhas, as folhas chegam em seu tamanho máximo de três metros. A única ressalva desse método é a exposição ao frio e vento, que podem machucar a planta.

Vaso

Quando plantada em vaso, deve ser garantido para a ravenala um bom escoamento. O substrato deve ser aerado e de boa drenagem, a água deve escoar livremente e não deve-se usar prato embaixo do vaso, já que ele canaliza a água e pode umedecer demais a planta, o que pode levar ela ao apodrecimento.

Iluminação ideal

Sendo proveniente de uma região com temperaturas elevadas e clima tropical, a ravenala adora bastante luz solar. É extremamente importante que ela receba pelo menos duas horas diárias de sol, idealmente a incidência de luz deve ser direta, mas luz indireta na meia sombra já é suficiente. Quanto mais luz do sol a ravenala receber, mais saudável ela será, e mais forte ela crescerá.

Temperatura

Em Madagascar, local de origem da ravenala, as temperaturas são elevadas. A fauna e a flora encontradas nessa ilha são muito peculiares, e são muito bem adaptadas para esse habitat. Portanto, é de extrema importância se atentar para a temperatura, já que essa planta mal suporta temperaturas baixas, e muita exposição a essas condições adversas rapidamente podem levá-la à morte.

Falando especificamente de graus, o intervalo ideal para o cultivo da ravenala é entre 17 e 30 graus Celsius. Percebe-se que o recomendado é uma faixa de temperatura moderada.

Rega

Essa é uma planta que precisa estar em solo constantemente úmido. As regas são frequentes, mas é bom fazê-las com moderação, pois da mesma forma que falta de água é prejudicial, excesso de água pode encharcar as raízes da planta e ocasionar doenças.

Para uma rega infalível, cheque sem falta a umidade presente no substrato próximo à planta, se ele estiver seco, está na hora de regar. Além disso, pode-se apontar que a frequência de regas sofre mudanças conforme o método de plantio e a estação atual.

Caso você tenha a sua ravenala plantada em um vaso, durante o verão as regas são quase diárias, já durante o inverno é recomendado que se diminua consideravelmente a frequência delas. Caso a ravenala esteja plantada no chão, é bom que as regas sejam frequentes durante o período inicial da vida da planta, mas conforme ela vai crescendo a quantidade pode ser diminuída tanto no verão quanto no inverno.

Solo

Há dois fatores que são de extrema importância quando se trata do solo onde a ravenala está plantada: os nutrientes nele presentes; e a capacidade de drenagem dele. Considerando o primeiro fator, o recomendado é que haja grande abundância de matéria orgânica no solo, a matéria o tornará fértil, e oferecerá os nutrientes necessários para que a árvore do viajante chegue com força até a fase adulta.

Já para o segundo fator, o tipo de solo recomendado é aquele que força torrões, que não fica muito compactado, e assim oferece um bom escoamento para a água.

Adubos e substratos

Como dito anteriormente, o solo para o cultivo da ravenala deve ser rico em nutrientes, para permitir um crescimento pleno até a fase adulta. A adubação é uma forma efetiva de suprir esses nutrientes para a planta, mas para se obter melhores resultados é importante fazer a escolha certa do adubo.

A árvore do viajante responde bem à fertilizantes que são ricos em nitrogênio, ele é um elemento que estimula a produção de folhas, e também a viscosidade delas. Outras alternativas são: torta de mamona, ureia ou NPK na proporção 20-10-10.

Poda

A poda é parte essencial do desenvolvimento de toda planta, consistindo basicamente no corte de folhas velhas afim de direcionar a força da planta para um crescimento mais pleno, a poda é ainda mais importante para plantas como a árvore do viajante. O leque da planta deve ser composto por folhas novas e resistentes, que suportam as condições adversas da grande altitude e fortes ventos. Folhas velhas e secas podem inclusive oferecer risco à segurança de quem passa próximo da árvore, já que podem cair e acertar as pessoas.

Retirando folhas velhas, a planta pode focar nas folhas novas, fazendo-as crescer mais plenamente, com uma quantidade menor de folhas, o peso da árvore também fica menor, o que previne esforço excessivo no caule para suportar o peso.

Pragas e doenças

Toda espécie de planta está sujeita a uma série de doenças e pragas que podem levá-las inclusive à morte se não forem tratadas direito. Plantas são acometidas por doenças quando ficam fracas e pouco resistentes à elas, para prevenir que elas enfraqueçam é necessário suprir na medida certa todas as necessidades delas, sem faltar e sem exagerar. No caso da ravenala, o principal fator que deve ser atendido com cuidado é a rega.

Regar em excesso pode ser extremamente prejudicial à saúde dela. Com o solo encharcado fica propício o surgimento e proliferação de fungos, que tomam conta das raízes da planta. Os fungos roubam nutrientes do solo e com o tempo as raízes vão apodrecendo. Isso faz com que a planta fique cada vez mais fraca, até que ela morra.

Como fazer mudas de ravenala madagascariensis

O método mais efetivo é a divisão de mudas, ou touceiras. Técnica também empregada com bananeiras, é necessário que você parta toda a estrutura da planta que seja necessária para o seu desenvolvimento, e assim separando duas metades capazes de se sustentarem de forma independente.

Ao realizar esse procedimento com a sua ravenala, retire-a do vaso, exponha toda a raiz da planta, encontre o meio entre as folhas e parta ali, separando o leque e as raízes da forma mais igual possível. Em seguida, plante em locais diferentes as duas novas mudas.


Depois de ter lido este artigo, você sabe tudo que é necessário para cultivar a ravenala, e assim garantir a ela um crescimento pleno, e em retribuição ela trará mais beleza à sua vida.

Você também pode gostar...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.