Suculentas

Sempervivum tectorum: como cuidar da suculenta “sempre viva”

Sempervivum tectorum é uma suculenta conhecida de forma popular como sempre viva dos telhados. Essa espécie pertence ao gênero das sempervivum e a família das crassulaceae.

Sempervivum” significa “sempre vivendo” em latim. Adaptada às secas, sol escaldante e aos invernos frios das montanhas nativas do sul da Europa, a sempre vivas pode realmente sobreviver a quase tudo.

São pequenas plantas em forma de rosetas carnudas, com folhas lisas e pontiagudas, com cores que variam do verdes aos avermelhados, dependendo da espécie. Estas rosetas vão produzindo continuamente novos brotos, em torno da planta mãe, ganhando o nome alternativo de “Galinhas e pintinhos”.

É uma suculenta de ciclo perene e pequeno porte. Ou seja, atinge no máximo uma altura de 20 centímetros.

As sempre vivas não necessitam de muitos cuidados para sobreviver e crescem até em situações de negligencia. Mas se queremos as nossas sempre vivas bonitas e saudáveis,  temos de ter alguns cuidados e lhes dar alguns mimos.

Como cuidar as sempervivum

  • Solo: A  sempervivum não é muito exigente em solos, contudo elas preferem compostos misturados com 50% de areia. Elas tendem a crescer melhor em solos arenosos com uma boa capacidade de drenagem. Podem crescer em vaso, no meio de pequenos orifícios de arranjos rochosos ou em canteiros no chão do jardim.
  • Luz: A sempervivum aprecia sol pleno, embora tolere sombra parcial. Quando cultivada em casa convém colocá-la numa janela virada para o sul.
  • Temperatura: As sempervivum tendem a resistir a várias condições de temperaturas extremas, sendo que a maioria resiste até ao gelo e à neve.
  •  Rega: Apesar da sempre viva ser uma planta com alta resistência ela não tolera o encharcamento. Regue apenas quando o solo se apresentar seco. No inverno forneça pouca água. Esta suculenta é muito resistente à seca, uma vez restabelecida tolera longos períodos sem água.
  • Floração: As sempervivum só florescem a partir do terceiro ano de vida. Oferece lindas flores em forma de estrela em tons que vão do rosado ao vermelho, que se apresentam na ponta de uma longa haste floral. Geralmente produz sementes férteis que representam o fim de ciclo da vida da planta, ou seja ela é uma planta monocárpica,  morre após a floração.

Propagação das sempervivum

As sempervivum produzem constantemente compensações, ou seja pequenos rebentos que dão origem a novas plantas, uma estratégia que permite garantir a sobrevivência da espécie, o que torna a multiplicação desta suculenta muito fácil. Basta retirar um pequeno rebento da planta mãe e colocá-lo sobre a terra, ele enraíza facilmente.

A propagação também pode ser feita por via da sementeira. Encha um tabuleiro de sementeira com substrato apropriada para cactos.

Distribua as sementes da sempervivum sobre a superfície do solo e calque levemente as sementes sem as enterrar, as sementes necessitam de luz para germinar. Vá mantendo o subtrato húmido com ajuda de um borrifador de modo a não exagerar com excesso de água. Mantenha o tabuleiro num local iluminado mas fora da radiação solar direta.

Quando as novas plantinhas alcançarem uns três centímetros, coloque-as num vaso individual e mantenha as novas mudinhas em local protegido até elas alcançarem a sua forma natural ou seja uma pequena roseta.

Curiosidades sobre das sempervivum

As sempervivum adaptam-se a situações extremas, sendo que também crescem em fissuras de muros e telhados. Esta capacidade lher renderam a fama de serem plantas protetoras, acreditando-se que elas têm a competência de protegerem as casas contra os efeitos maléficos, contra relâmpagos e desacelerarem os incêndios.

Existia ainda, a crença de que esta suculenta garantia a saúde e prosperidade aos moradores das casas. No passado esta crença foi tão bem estabelecida que o imperador francês Charlemagne, ordenou que fossem colocadas sempervivum nos telhados dos seus edifícios.

Além de nos encantarem com a sua aparência, as sempervivum também oferecem benefícios medicinais, semelhantes aos do aloé vera.

Na época medieval o sumo das folhas desta suculenta era utilizado para o tratamento de  doenças como dores de ouvidos e as folhas frescas esmagadas tratavam feridas, queimaduras, calos, bolhas, picadas de insetos, gota, etc.

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