Árvores

Sequoia: a maior árvore do planeta

Quando você pensa nos maiores seres vivos do planeta, o que vem à mente? Na água, por exemplo, a baleia azul (Balaenoptera musculus) pode atingir cerca de 30 metros de comprimento (o equivalente a dois caminhões seguidos) e pesar mais de 180 toneladas (cerca de nove caminhões). No ambiente terrestre, existe a girafa (Giraffa camelopardus) de até quase 6 metros de altura.

Algumas árvores, no entanto, vão mais longe! É o caso do mogno, samaúma, jequitibá-rosa e outras espécies brasileiras. Mas em termos de tamanho, nenhuma árvore pode competir com a sequoia!

O que é uma sequoia?

A sequoia é uma árvore da família das Cupressaceae e ganhou notoriedade pelas dimensões agigantadas, assim como pela sua grande longevidade. Uma sequoia pode superar os 100 m de altura e viver vários milénios, o que a coloca na posição de ser vivo mais antigo do planeta.

Algumas são tão famosas por seu tamanho que receberam apelidos, como a Hyperion, tem 115 metros de altura e é maior do que 19 girafas empilhadas. Outra sequoia, apelidada de General Sherman, é uma das árvores mais volumosas do planeta. Sua base, com mais de 30 metros de circunferência, sustenta um peso superior a 1.400 toneladas, ou seja, o equivalente a quase oito baleias-azuis.

As sequoias são “parentes” dos pinheiros, ou seja, pertencem ao grupo das gimnospermas, plantas que têm sementes, mas não têm frutos (a palavra “gimnosperma” tem origem grega e significa “semente nua”, sem proteção). As gimnospermas também não têm flores, em geral os órgãos reprodutivos ficam em estruturas em forma de cone chamadas estróbilos. Aqui no Brasil, os cones dos pinheiros são chamados de pinhas e usados em enfeites de Natal, por exemplo.

Além de estar entre os maiores organismos vivos do planeta, essas árvores também estão entre os mais antigos. Elas podem viver de dois a três mil anos. A idade pode ser determinada a partir dos anéis presentes nos troncos. O estudo desses anéis também permite avaliar históricos do clima e de incêndios, uma vez que o fogo também imprime cicatrizes nas árvores.

Três espécies de árvores são popularmente chamadas de sequoias: Sequoia sempervirens, conhecida pelo nome comum de sequoia-vermelha ou sequoia-costeira; Sequoiadendron giganteum, cujos nomes comuns são sequoia-gigante ou árvore-mamute; e Metasequoia glyptostroboides, também chamada de sequoia do amanhecer.

Onde as sequoias vivem?

A América do Norte é o habitat natural da Sequoia sempervirens e da Sequoiadendron giganteum. A primeira aparece em florestas temperadas costeiras do essas espécies vivem nos Estados Unidos, em florestas nos estados da Califórnia e do Oregon. Grande parte das sequoias está protegida em parques nacionais, como o Sequoia National Park, onde está o espécime General Sherman, e o Kings Canyon National Park.. Já o Hyperion é encontrado no Redwood National Park, também na costa norte da Califórnia. A Metasequoia glyptostroboides, por sua vez, é encontrada na China.

Mesmo não sendo nativas, é possível ver sequoias em alguns lugares do Brasil. Essas árvores têm sido cultivadas em vários lugares do mundo, por exemplo, em países da Europa, na Nova Zelândia, no Havaí, na África do Sul e também por aqui. O Parque das Sequoias, localizado em Canela (RS), plantou as primeiras sementes de Sequoia sempervirens foram plantadas a partir de fevereiro de 1950. No local, há sequoias de 70 anos que medem mais de 40 metros de altura e 1,5 metros de diâmetro.

A madeira das sequoias, especialmente da sequoia-costeira, tem sido alvo de exploração comercial há séculos. O uso da madeira é uma das razões que motiva o plantio de sequoias, assim como o cultivo como espécimes ornamentais em parques e jardins e o turismo.

Sequoias: juntas entre si e com muitos outros

Mas como será que essas árvores se mantêm de pé com mais de 100 metros de altura? O segredo está na distribuição de suas raízes. Em vez de raízes longas, as sequoias-gigantes apresentam raízes que ficam mais próximas à superfície do solo, porém que se espalham, criando verdadeiras malhas com raízes de outras sequoias. Essas redes permitem que as árvores mantenham o equilíbrio e a estabilidade.

Elas também mantêm relações com outras espécies ao seu redor. Centenas de espécies de insetos e outros artrópodes vivem sobre a sequoia-gigante durante parte da vida. Apesar disso, estudos comparativos feitos nos bosques de Serra Nevada apontam que a fauna de insetos observada nessas árvores é menor do que a identificada em outras coníferas da mesma região. Muitas vezes, a relação entre a árvore e outros seres é benéfica para ambos. É o caso de um besouro serra-pau (Phymatodesnitidus nitidus) que se alimenta da árvore ao mesmo tempo em que auxilia sua reprodução. O besouro coloca seus ovos na base do cone. Quando as larvas saem do ovo, se alimentam da polpa do cone, ajudando a liberar as sementes. Entre os vertebrados, uma espécie que já foi observada alimentando-se dos cones e que também auxilia na dispersão das sementes da sequoia-gigante é o esquilo-de-douglas (Tamiasciurus douglasii).

Além disso, as sequoias desempenham papel importante na absorção de gases relacionados ao efeito estufa. Alguns cientistas têm inclusive defendido o plantio de clones dessas árvores como estratégia de combate ao aquecimento global.

Como plantar uma sequoia?

As mudas de sequoias requerem um solo úmido, mas bem drenado. A umidade é um fator chave para o sucesso de cultivar suas mudas. Se você deixar o solo secar um pouco demais, as mudas quase que certamente morrerão. No entanto, muita água e a base da muda apodrecerá e a planta cairá no chão.

Como germinar sementes de sequoia?

1 passo: Consiga as sementes de sequoia. 

2 passo: O método mais fácil é a estratificação. Lembrando que se você quiser plantar diretamente no solo, tem que ser no começo do inverno e ela irá brotar no começo ou meio da primavera. Essas condições só são válidas para os estados do sul do Brasil, parte sul e leste de planalto de São Paulo, Sul de Mato Grosso do Sul e na Serra da Mantiqueira.

3 passo : colocar as sementes para estratificar em temperaturas de 1ªC a 5ªC e ir regando a cada 3 ou 4 dias. Sempre verificar se a sementes já germinaram.

Quando elas atingirem mais ou menos 2 ou 3 cm podem ser retiradas da geladeira e colocadas em um ambiente que não bata muito sol. Quando atingir 15 cm, pode colocar a planta em um lugar bem arejado e sempre protegendo do calor e frio intenso.

Não tem muito segredo para esse processo. É só ter bastante cuidado com o excesso de água colocado no substrato a afim de evitar o surgimento de fungos.

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