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Taioba: Conheça os benefícios dessa típica iguaria mineira

Muito conhecida em Minas Gerais, a taioba é uma planta que apresenta vários benefícios para saúde, podendo ser consumida cozida ou refogada adicionada em saladas, sucos, recheios de pizzas, crepes e bolinhos, e pode ser acrescentada em caldos, sopas ou vitaminas para trazer um maior valor nutritivo para a refeição.

A taioba é originária da América Central, porém já era cultivada há milhares de anos na China e no Egito. Suas folhas parecem com as folhas da couve, porém um pouco mais largas e mais vistosas. Ela também é conhecida como: orelha-de-elefante, macabo, mangarás, mangará-mirim, mangareto, mangarito, taiá e yutia. Seu nome científico é Xantosoma sagittifolium e ela pertence à família das Aráceas, sendo facilmente cultivada em praticamente todas as regiões do Brasil e por ser uma espécie tropical, necessita de clima quente e úmido.

Nem toda espécie da família das Aráceas é comestível. Existem muitas plantas parecidas com a taioba. Contudo, poucas possuem as folhas comestíveis após o cozimento. Do gênero Xantosoma, as comestíveis são: Xantosoma sagittifolium (conhecida como taioba-mansa) e Xantosoma Mafaffa (chamada de mangarito). A taioba-brava (Colocasia antiquorum schott), não é indicada para o consumo humano, pois possui maiores quantidades de oxalato de cálcio, uma substância que pode causar asfixia, ardor na garganta e na boca.

Como identificar a taioba comestível?

Uma característica importante que as diferem é que, apesar das folhas de ambas possuírem formato triangular (coração), na taioba-mansa a junção das duas partes se dá no encontro com o talo, enquanto que na taioba-brava esse encontro ocorre antes da inserção no talo, que possui coloração arroxeada.

Para identificar a taioba mansa deve-se observar suas folhas, que tem a cor verde uniforme e apresentam uma linha ao redor de toda a sua borda, o talo é verde e sai da união das folhas. Possuem nervuras bem marcantes, são bem macias e ficam cremosas quando cozidas.

Outra característica importante das plantas comestíveis que a taioba-mansa possue sobre o talo uma espécie de pó, chamado pruína. Se os talos da planta possuírem essa ceragem com aspecto de um talco, significa que são próprias para o consumo, bastando apenas ferver um pouco na água para remover essa camada de pó.

O recomendado é que a taioba mansa seja sempre ingerida cozida ou refogada, pois o calor do cozimento elimina as pequenas quantidades de oxalato de cálcio desta espécie.

Benefícios da taioba para a saúde

A taioba está se tornando cada vez mais conhecida e presente na alimentação dos brasileiros, tanto pelo seu potencial nutritivo, como pelos seus princípios medicinais.Tem propriedade depurativa, emoliente e cicatrizante. Promove cicatrização de úlceras e sua raiz serve para atenuar casos de lepra. Todas as partes da planta contém ráfides de oxalato de cálcio.

Para o consumo, utilizar sempre as taiobas crescidas na sombra, pois em locais com muito sol elas fabricam suas “defesas” que deixam as folhas amareladas com maior teor de substâncias tóxicas.

Os principais benefícios do consumo das folhas incluem:

• Apresentam altos teores de minerais e são fonte de ferro, importante no combate da anemia;

• Ricas em potássio, que auxilia no controle da pressão arterial e previne câimbras;

• Possuem elevados teores de proteínas;

• Ricas em vitamina C, que fortalece as defesas do corpo, protegendo-o contra doenças;

• Ricas em vitamina A, responsável pela produção de colágeno. Portanto, o consumo dessa vitamina ajuda a manter uma pele saudável e bonita;

• Ricas em fósforo e cálcio, que fortalecem ossos e dentes;

• Possuem capacidade de auxiliar no funcionamento do intestino por serem ricas em fibras, sendo altamente indicadas para quem sofre de prisão de ventre.

Como cozinhar taioba?

Geralmente a taioba é consumida cozida ou refogada e o processo é semelhante ao preparo da couve, onde as folhas são lavadas, escorridas e picadas ou cortadas grosseiramente.

São utilizados apenas três ingredientes, além das folhas de taioba e do óleo:

  • 2 dentes de alho amassados
  • Cebolinha picada
  • Sal a gosto

Após esse processo, sugere-se o refogamento das folhas com alho, um pouco de óleo e azeite e demais ingredientes que achar necessário (temperos a gosto).

A flor amarela da Xanthosoma sagittifolium no campo

Como plantar Taioba

A taioba deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo leve e fértil, enriquecido com matéria orgânica, mantido úmido. Por estes motivos é uma excelente planta palustre no paisagismo de lagos e riachos. Planta essencialmente tropical, o taro não tolera o frio, mas pode ser utilizada protegida, na decoração de ambientes internos bem iluminados e em estufas. Multiplica-se por divisão das touceiras ou rizomas.

1. A Taioba precisa de temperaturas acima de 20°C, para o seu desenvolvimento. Baixas temperaturas não são suportadas pela Taiobeira.

2. Ao escolher o local de plantio, opte por aquele no qual bata luz solar direta ou que pelo menos contenha sombra parcial.

3. Certifique-se que o solo seja bem drenado, possua boa fertilidade, com matéria orgânica suficiente para suprir as necessidades da planta e com pH entre 5,8 e 6,34. A planta suporta encharcamentos, no entanto o mesmo não acontece com solos compactados.

5. Nunca deixa de irrigar o solo. Somente as plantas adultas suportam a falta de água por um período de tempo.

6. O plantio é realizado por meio de pedaços de cormo ou com rebentos laterais. Os rebentos surgem próximos ao cormo principal e deverão ser tirados para esta etapa. As covas deverão possuir de 6 a 10 cm de profundidade, espaçadas de 1 m a 1,3 m entre as plantas ou de 1 m entre as linhas e 40 a 50 cm entre as plantas.

7. Faça a limpeza do local sempre que necessário, retirando-se de lá as plantas invasoras.

8. Colha a taioba com cerca de 60 a 75 dias, depois do plantio. A colheita dos cormos para replantio deverá ser feita de 7 a 12 meses depois do plantio. Durante este processo, eles deverão receber total atenção e cuidado para que se evite ferimentos e posterior deterioração.









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