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Vinca: saiba como cultivar essa flor com propriedades medicinais

É uma flor que pode ser usada na decoração de diversos espaços, pois, é delicada e tem tons variados. Além disso, um ponto interessante sobre a vinca, é que, ela é indicada para o tratamento de alguns tipos de câncer, devido suas propriedades anticancerígenas,

A vinca (Catharanthus roseus) é um arbusto semi-herbáceo vindo da ilha de Madagascar, na África. É encontrada em quase todas as regiões brasileiras; e conhecida por vários nomes, tais como vinca-de-gato, vinca-de-madagascar, boa-noite e maria-sem-vergonha.

Pertence à família das Apocynaceae e seu ciclo de vida é bienal, ou seja, nascem, crescem, florescem e morrem num período de dois anos. São plantas de pequeno a médio porte, podendo atingir de 30 a 60 cm.

A planta é rústica e de fácil manutenção, podendo ser cultivada facilmente em jardins, vasos ou jardineiras. Devido a sua alta taxa de germinação, a vinca é considerada uma planta invasora, já que se reproduz e se multiplica facilmente.

Mesmo sendo muito comum nos quintais das casas de roça, a vinca sempre teve a fama de venenosa. Ultimamente que ela vem sendo reconhecida por suas propriedades e benefícios para a saúde.

A vinca possui lindas folhas brilhosas na cor verde e com formato ovulado, tendo uma nervura clara no centro, dando uma bela perspectiva em conjunto com as flores.

Suas flores são delicadas e quase sempre na cor rosa, porém é comum encontrar flores com outros tipos de coloração, como: branco, violeta e diferentes tonalidades de rosa. Dentro desses outros tipos, é comum encontrar as flores com pétalas mais largas ou estreitas.

Com todas as propriedades que a vinca apresenta, deve-se ter cuidados com a sua seiva, ela nunca deve ser consumida, pois é altamente tóxica.

 

Uso medicinal da Vinca

Por suas propriedades medicinais, a vinca normalmente é indicada para:

  • Diabetes;
  • Pressão alta;
  • Inchaço;
  • Cicatrização de feridas;
  • Infecção na pele;
  • Picada de inseto.

Além disso, a vinca é indicada para o tratamento de alguns tipos de câncer, devido suas propriedades anticancerígenas, sendo que neste caso deve ser utilizada somente na forma de remédios produzidos em laboratório, como a vincristina, a vimblastina ou a vindesina, usados em hospitais com indicação do oncologista.

Embora tenha benefícios para a saúde, a vinca não substitui o tratamento médico e deve ser usada somente com orientação do médico ou de um fitoterapeuta.

Como usar

As partes normalmente utilizadas da vinca são as flores ou as folhas para o preparo do chá. No entanto, por ser uma planta tóxica, as doses para o preparo do chá dependem de alguns fatores como idade e estado de saúde.

Por isso, o seu uso deve ser feito apenas com orientação do médico ou de um profissional com experiência em plantas medicinais, com doses individualizadas. 

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Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento com a vinca são vermelhidão na pele, diminuição acentuada da pressão arterial, náuseas, vômitos, queda de cabelo, perda da audição, tontura, problema nos nervos, intoxicação no fígado ou convulsões.

Além disso, a vinca pode levar a uma diminuição dos glóbulos brancos e das plaquetas do sangue, e aumentar o risco de infecções ou sangramentos.

Quem não deve usar

A vinca não deve ser usada por mulheres grávidas pois pode causar aborto ou defeitos no feto. Essa planta também não deve ser usada durante a amamentação ou por crianças.

A vinca também deve ser evitada por pessoas que usam remédios antidiabéticos, pois pode causar diminuição brusca do açúcar no sangue e levar ao aparecimento de sintomas de hipoglicemia como excesso de suor, nervosismo, agitação, tremores, confusão mental, palpitações ou desmaio.

Plantio e propagação

É uma planta de fácil cultivo e plantio, podendo ser cultivada tanto por sementes ou por estaquia. Veremos como se dá cada método. Quando por sementes, o cultivador deve definir o local, podendo ser pequenos vasos ou sementeiras. 

  • Semeie as sementes no solo úmido, não precisa cavar, basta abrir uma leve camada de terra e depois a cobrir com terra peneirada. A germinação ocorrerá entre um ou duas semanas. 
  • Quando for por transplante de mudas, o transplante deve ser feito quando estiverem com cerca de 6 a 8 cm.
  • Quando por estaquia o cultivador deve cortar os ramos, retirar as folhas mais velhas e plantar em vasos, os ramos devem estar com 8 cm de comprimento.

Solo e clima

A vinca é tolerante quanto ao solo onde será cultivada. Se desenvolve bem em solos não tão ricos. Para que ela permaneça saudável é bom que o solo seja levemente fértil e bem drenado. O pH ideal para esse solo deve estar entre 5,5 e 6,0.

É preferível que a vinca seja cultivada em lugares onde predomina o clima tropical, subtropical e equatorial. A temperatura ideal deve ficar acima de 20°C. A vinca pode suportar ser cultivada em locais com temperaturas mais baixa, porém, ela não suporta estar em locais com clima muito frio, não sobrevive a geadas.

Iluminação e irrigação

A vinca é uma planta que precisa receber luz solar direta por poucas horas durante o dia, se for deixada recebendo sol durante o dia todo, ela terá um desenvolvimento menor em suas folhas e além disso, elas ficarão mais escuras que o normal e por consequência irão perder o brilho natural que possuem. 

O recomendando é ser moderado, pois também deixá-la sem receber sol, fará com que as suas flores não cresçam.

No que se refere a irrigação, o recomendado é que o solo fique sempre úmido, porém deve ser evitado o encharcamento do solo. Quando desenvolvida, a vinca pode suportar que o solo fique seco por curtos períodos de tempo.

Floração e espaçamento entre outras plantas

A vinca possui a sua época de floração nas estações da primavera, verão e outono, sendo o seu auge de floração no verão. Dependendo do cultivo e das condições onde estiver, ela pode florescer durante todo o ano.

O espaçamento recomendado é que permaneça a uma distância de 25 a 60 cm de outras plantas.

Vinca cultivada no Brasil não é a “vinca verdadeira”

Oito espécies fazem parte de Catharanthus, muito confundido com o gênero Vinca, a ponto de esta Catharanthus roseus receber o nome popular de outra planta. Apesar de serem bastante distintas do ponto de vista botânico, a vinca verdadeira não é tão popular no Brasil quanto esta, tornando mais fácil a diferenciação das espécies para os leigos.


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