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Violeta Africana: como cultivar a Saintpaulia ionantha

Facilmente encontrada durante o ano todo em floriculturas e supermercados, a violeta africana atrai não só pela beleza delicada, mas também pelo custo acessível.

Saintpaulia ionantha é o nome científico dessa herbácea nativa da África Tropical que pertence à família Gesneriaceae, perene, de caule de 15-20 cm de altura e raízes curtas, com folhas aveludadas, carnosas, frágeis e bastante ornamentais. Devido ao seu pequeno porte, ela ocupa muito pouco espaço.

Da hibridação e melhoramento, surgiram variedades que produzem flores de diversas cores como lilás, brancas, róseas, roxas e bicolores, como também dobradas e anãs. O florescimento é contínuo o ano todo.

A violeta é uma planta muito popular em todo o Brasil, usada para colorir e enfeitar qualquer ambiente, desde que sejam atendidas suas necessidades.

Cuidados com a Violeta Africana 

Clima: Tropical, Subtropical.

Temperatura: Varia de 22-24º C, o mínimo é de 15º e o máximo é de 30º.

Luminosidade: Precisa de luz para o seu crescimento, desde que, a planta não fique exposta ao sol diretamente. A luz adequada, geralmente será disponível nas janelas de face leste ou sul ou a sombra das árvores. 

Quanto mais longe a planta estiver da janela, menos luz estará disponível para ela. Toda semana, girar o vaso em 1/4 de volta, obedecendo sempre o mesmo sentido, esse cuidado garante o crescimento simétrico de cada lado da planta.

Solo: As violetas se adaptam bem as misturas de solo tradicionais para plantas de vaso como: 1/3 de terra de jardim, 1/3 de terra vegetal (ou húmus), 1/3 de areia.

Existem no mercado substratos próprios para violetas. Violetas não toleram recipientes grandes. É que, neste caso, o solo que não for ocupado pelas raízes pode se tornar encharcado e ácido, condição ideal para o apodrecimento da copa.

Vaso: Os vasos de plástico são bastante comuns, porém, os modelos de barro são os mais indicados, pela capacidade de absorção de umidade.

Regas: Devem ser regadas apenas, quando a parte superior do solo estiver seca ao toque, normalmente, rega-se duas vezes por semana no verão e uma vez no inverno.

Nunca molhar as folhas e flores e após a rega, deixar a água escoar bem, só depois colocar a planta no pratinho, violetas respiram pelas raízes e o excesso de água apodrece as raízes e provoca o aparecimento de mofo.

Faça as regas nas horas mais frescas do dia.

Adubo: Alterne fertilizantes orgânicos (origem animal ou vegetal, como torta de mamona e farinha de osso), com fertilizante inorgânico NPK 04.14.08 ou próprios para violetas.

Os elementos carbono, hidrogênio e oxigênio, encontram-se na água e também no ar, ter uma boa circulação de ar é muito importante. Não tolera correntes de ar.

Poda: Sempre retirar folhas e flores secas ou murchas.

Se aparecer pequenos brotos secundários, ao longo do tronco ou na axila das folhas, eles devem ser removidos antes de se tornarem muito grandes. Isso ajudará a manter a simetria das plantas.

Em caso de aparecer alguma praga, usar apenas os produtos químicos recomendados para uso em violetas africanas. 

Pragas: Um cuidado importante é a constante vigilância com os sintomas que denunciam o aparecimento das pragas, como as formigas que trazem a cochonilha e com as lesmas.

Muitas vezes no cultivo em exterior, pragas como lesmas costumam aparecer, comendo as folhas. Se colocar no substrato algumas colheres de café usado e seco, elas serão afugentadas.

Outra praga que pode surgir é a cochonilha, principalmente a cochonilha algodonosa, que parece um fiapo de algodão. Pulverize óleo de nim ou utilize chá de alamanda.

Propagação: Multiplica-se por sementes, divisão da planta, por enraizamento das folhas em substrato ou em água em ambiente protegido.

Para o enraizamento da folha em água, usar um copo com um pouco de água, tampar com papel alumínio, fazer um furo e inserir o cabinho da folha, colocar em local iluminado, mas longe do sol. As raízes se formarão entre duas a quatro semanas.

Dica importante

Plantas compradas em lojas, geralmente vem com um substrato muito leve, com poucos nutrientes, pois no cultivo usa-se muito a adubação líquida diluída na irrigação controlada, chamada de fertirrigação.

O ideal é trocar a planta para um vaso com terra fértil, composto orgânico e com boa drenagem “ou” adubar frequentemente, pois em pouco tempo a planta definhará por falta de nutrientes.

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